Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

Cultivares desenvolvidas no Paraná representam quase 40% das sementes de feijão do País

Em 2025 o estado confirmou a condição de maior produtor de feijão do país, com cerca de 25% do total nacional
13 jan 2026 às 18:08
Por: Assessoria de Imprensa

O feijão é uma cultura de extrema importância para o Brasil, sendo um dos alimentos básicos no cardápio da população. O Paraná possui condições climáticas favoráveis e uma estrutura agrícola bem desenvolvida, o que permite uma produção significativa de feijão com alta qualidade e com maior produtividade, ou seja, mais quilos por hectare. Em 2025 o estado confirmou a condição de maior produtor de feijão do país, com cerca de 25% do total nacional. E estabeleceu um novo recorde, com quase 865 toneladas colhidas nas duas safras: Foram 338 mil na primeira e 526,6 mil toneladas na segunda.


Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, os números refletem um modelo de produção consolidado no Paraná. “Somos o estado mais sustentável do Brasil e o que mais produz por metro quadrado no mundo, resultado de investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, e isso também se confirma de forma clara na cadeia do feijão. Quando somamos todos esses fatores o resultado é o aumento da renda para o produtor rural”, afirma Marcio Nunes.


O Paraná também se destaca quando o assunto é o desenvolvimento de cultivares de feijão. Segundo indicadores do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), na safra de 2024/25 e de 2025/25 foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 ha de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto. As cultivares desenvolvidas no Estado representam 38,8% desse total.


Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, com essa participação, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) reafirma sua posição como a principal instituição de melhoramento genético de feijão do Brasil. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, comenta Avance.


Segundo o engenheiro agrônomo José dos Santos Neto, coordenador estadual do programa Grãos-Feijão e Cereais de Inverno do IDR-Paraná, o programa de melhoramento genético de feijão do Instituto consolida-se, mais uma vez, como protagonista nacional na oferta de cultivares de alto desempenho para o setor produtivo. Atualmente o IDR-Paraná tem nove cultivares de feijão sendo multiplicadas por parceiros produtores de sementes. Os dados do Sigef/Mapa mostram que o Instituto lidera a produção de sementes do grupo comercial preto, respondendo por 71,2% de toda a área multiplicada no Brasil.

Outras notícias

Feijão carioca reage no fim de abril com oferta restrita, mas média mensal recua

Café é a segunda bebida mais consumida no Brasil e país lidera produção

Azeite brasileiro Signature é eleito um dos três melhores do mundo


Esse destaque é impulsionado, sobretudo, pela cultivar IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares de produção de sementes em todo o país. Considerando-se todos os grupos comerciais, a cultivar de feijão IPR Urutau foi a mais multiplicada do Brasil na última safra, correspondendo 68,7% de todas as multiplicações de feijão preto. “O desempenho excepcional da IPR Urutau confirma a eficiência do trabalho desenvolvido pelo programa de melhoramento de feijão do IDR-Paraná, que há décadas investe em genética, produtividade, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras”, afirma Santos Neto.


O programa de melhoramento genético de feijão do IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares, muitas delas utilizadas por agricultores de todas as regiões produtoras d­o Brasil. A diretora de Pesquisa do IDR-Paraná e melhorista em feijão, Vania Moda Cirino, salienta que o desenvolvimento de novas cultivares amplia as alternativas de escolha de produtores e consumidores, bem como aumenta a variabilidade genética, diminuindo a vulnerabilidade da cultura. 


“A utilização de variedades melhoradas constitui uma das principais tecnologias para redução do custo de produção, agregação de valor ao produto, proporcionando a elevação da renda do agricultor, estimulando a sucessão familiar e a fixação do pequeno produtor no campo. Essas tecnologias trazem vantagens econômicas, sociais e ambientais, garantindo a sustentabilidade do negócio agrícola no Paraná e no Brasil”, explica Vania.


Em março de 2026 o IDR-Paraná vai lançar a sua 43ª cultivar de feijão, a IPR Quiriquiri, que pertence ao grupo comercial carioca e tem escurecimento lento do tegumento (casca) dos grãos, o que significa que a parte externa do feijão demora mais tempo para escurecer após a colheita e durante o armazenamento, característica muito demandada pela indústria e pelos agricultores.

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Expansão do setor de celulose em MS deve criar 24 mil empregos até 2032

Agro
Imagem de destaque

Venda de etanol dispara 75% em SP e força queda nos preços

Agro

Escassez do trigo no mercado faz preços dispararem no último mês

Agro

Alface fica mais barata com excesso de oferta e ritmo lento no mercado paulista

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Homem não consegue terminar programa e ameaça mulher em casa de massagem na Vila Casoni

Cidade
Cascavel e região

Câmeras flagram carros em alta velocidade minutos antes de acidente na Tancredo Neves; veja os vídeos

Cidade
Londrina e região

Pais são presos após bebê de 28 dias morrer com sinais de estupro em Cornélio Procópio

Cidade
Londrina e região

Recém-nascida morta com sinais de abuso segue no IML de Londrina sem liberação

Cidade
Londrina e região

Motorista morre após acidente com caminhão entre Londrina e Tamarana, na PR-445

Podcasts

Falando de Gestão | EP 57 | Pós-Graduação e Ciência: O Futuro do Conhecimento | Dr. Clodomiro Bannwart

Podcast PodGuest | EP 24 - Espiritualidade e Energia: Conexão e Proteção | Márcia Bernardes e Everton Coutinho

Café com Edu Granado | EP 75 | Empreendedorismo com Alma e Propósito | Taka

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.