Agro

Laranja de mesa tem queda de preço; tahiti sobe no mercado

20 jul 2026 às 17:15

O mercado de frutas cítricas em São Paulo apresenta comportamentos opostos para a laranja de mesa e a lima ácida tahiti (limão tahiti) nesta temporada. De acordo com o último levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a disparidade no volume de oferta entre as principais praças produtoras paulistas consolidou-se como o fator central para a oscilação das cotações no campo.


Para a laranja de mesa, o cenário atual é marcado por preços mais baixos. Os pesquisadores apontam que o recuo nos valores praticados está diretamente atrelado à maior disponibilidade da fruta no mercado. Embora a qualidade das variedades de meia estação seja considerada boa, o rápido avanço da maturação nas lavouras limita o poder de barganha dos citricultores, que optam por reduzir preços para garantir o escoamento rápido no início da colheita.


Entressafra sustenta alta da lima ácida tahiti


Em contrapartida, a lima ácida tahiti segue em forte trajetória de valorização no mercado físico. Este comportamento inverso é reflexo direto da restrição na oferta de limão, uma vez que o setor atravessa o seu período tradicional de entressafra.


"A qualidade da fruta nas propriedades paulistas está muito boa, mas a escassez do produto nas granjas impede qualquer recuo e sustenta a pressão de alta sobre as cotações", confirmaram os agentes consultados pelo Cepea.


Clima prejudica produtividade e acende alerta para setembro


As projeções para o encerramento do segundo semestre exigem cautela por parte dos produtores e da indústria de suco. A expectativa para a próxima safra de citros, que começa a ser colhida em setembro, é de uma produção significativamente menor em comparação com o ciclo anterior, com perdas severas nas regiões Centro-Oeste e Norte do estado de São Paulo.


O motivo da quebra de safra está associado ao clima adverso registrado no início do ano. O excesso de chuvas no período severamente prejudicou as induções florais, comprometendo o florescimento esperado das árvores. O impacto na produtividade foi inevitável, persistindo mesmo nas propriedades que adotaram o manejo tecnológico de desfolha química para tentar reverter o cenário.

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