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Lista traz azeites e cafés que podem fazer mal à saúde; saiba quais são as marcas

Azeite é um dos produtos mais falsificados do mercado; cafés têm sujeira e elevado teor de micotoxinas
28 mai 2025 às 15:42
Por: Band
Reprodução

Azeites de oliva e cafés são produtos que tiveram, nos últimos meses, uma considerável elevação de preços para o consumidor final. Com isso, aumentam no mercado varejista os produtos similares, saborizados e até falsificados. Somente nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgaram listas de produtos comprovadamente impróprios para o consumo humano. 


Em uma semana, seis marcas de azeites e três de café foram apontadas como impróprias para o consumo. Os azeites, por terem origem desconhecida, não são adequados ao consumo porque não há como garantir a procedência da matéria-prima, já os cafés, foram incluídos na lista por possuírem uma grande quantidade de matérias estranhas e elevado teor de micotoxina, uma substância produzida por excesso de fungos e que pode fazer mal à saúde.


As marcas de azeites proibidas pela Anvisa são:


  • La Ventosa
  • Grego Santorini
  • Quintas D'Oliveira
  • Alonso
  • Escarpas das Oliveiras
  • Almazara


Segundo a Anvisa, os CNPJs das empresas embaladoras informados nos rótulos estão suspensos por inconsistências no cadastro da Receita Federal, o que significa que a procedência é uma incógnita. "Como se tratam de alimentos com origem desconhecida, não é possível ter nenhuma garantia da qualidade e da própria composição dos produtos", explicou a agência, em nota.

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De acordo com o órgão, os azeites da lista foram analisados no ano passado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária e foram desclassificados pelo Mapa por não atenderem aos padrões de qualidade. “As análises detectaram a presença de outros óleos vegetais, não identificados, na composição dos azeites, comprometendo a qualidade e a segurança dos produtos”.


A lista de cafés impróprios publicada nesta semana incluem as seguintes marcas:


  • Café Melissa;
  • Café Pingo Preto
  • Café Oficial

 

Durante os últimos meses, o Mapa vem alertando os consumidores para o surgimento de uma bebida denominada “Cafake”. Como o preço do produto disparou no mercado, algumas empresas lançaram a bebida com sabor café, mas nas embalagens, além de grãos ardidos, um termo agrícola que descreve a baixa qualidade do grão, havia galhos, folhas, palha e até pedras. 


O que fazer em caso de consumo ou compra destes lotes?

 De acordo com a Anvisa e o Mapa, as infrações fazem com que os produtos se enquadrem na definição de alimentos corrompidos, adulterados, falsificados, alterados ou avariados. Com isso, suspende-se a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso desses produtos, que terão todos os lotes retirados dos mercados. A venda configura uma infração sanitária. Por isso, os estabelecimentos devem separar as unidades disponíveis e comunicar o fato à Vigilância Sanitária municipal para que ela possa tomar as medidas cabíveis.


Segundo o Mapa, os consumidores que tenham adquirido os produtos listados devem deixar de consumi-los imediatamente. É possível solicitar a substituição do produto com base nas disposições do Código de Defesa do Consumidor.


Dicas para comprar azeite

O azeite está entre os produtos alimentares mais fraudados do mundo. Para evitar ser enganado na hora da compra, o Mapa sugere alguns cuidados:


  •  Desconfie sempre de preços abaixo da média;
  •  Se possível, verifique se a empresa está registrada no ministério;
  •  Confira a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Mapa;
  •  Não compre azeite a granel;
  •  Fique atento à data de validade e aos ingredientes contidos;
  •  Opte por produtos com a data de envase mais recente.

 

- Além disso, é possível contribuir denunciando rótulos enganosos. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), por exemplo, realiza análises e denúncias de produtos com informações falsas ou abusivas. Também é possível denunciar ao Procon.

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