Agro

Preços das carne bovina e suína caem, mas frango fica mais caro

16 jul 2026 às 09:24

Os preços das carnes bovina e suína negociados no mercado atacadista da Grande São Paulo registraram queda na parcial de julho, no período entre os dias 30 de junho e 14 de julho. Em contrapartida, o frango resfriado ficou mais caro, impulsionado pela busca direta dos consumidores por proteínas com custos mais competitivos no mercado.


Segundo dados levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a carcaça casada bovina acumula uma desvalorização de 2,04%, enquanto a carcaça especial suína recuou 0,82%. No caminho oposto, o preço médio do frango resfriado registrou um aumento de 0,98% na região.


Comportamento do Mercado Atacadista

O recuo nas cotações das proteínas bovina e suína é reflexo de um consumo doméstico moderado nesta primeira quinzena de julho. Tradicionalmente, este é um período em que os atacadistas realizam a reposição de seus estoques de forma mais cautelosa.


No setor bovino, a queda nos preços da arroba e a dificuldade por parte dos frigoríficos em repassar valores ao varejo limitam as negociações. Por outro lado, a oferta mais restrita de animais terminados e o bom desempenho das exportações brasileiras atuam como suporte e evitam desvalorizações mais acentuadas para o boi.


No caso da carne suína, embora os embarques para o exterior permaneçam em ritmo aquecido, a demanda interna enfraquecida mantém as cotações pressionadas no atacado paulista.


Frango Ganha Mercado

A carne de frango mantém um desempenho de preços mais favorável no atacado justamente por sua característica de proteína mais econômica. Com o preço do frango resfriado mais competitivo frente às demais carnes, o consumidor acaba migrando para essa opção, o que mantém a demanda firme pelo produto e sustenta a alta de preços da ave.

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