Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Mundo

Safra de soja no Paraguai deve atingir 8,69 milhões de toneladas

Safra principal e safrinha devem totalizar mais de 9 milhões de toneladas de soja, avalia consultoria Stonex
09 jun 2025 às 17:08
Por: Band
Gilson Abreu/AEN

A consultoria Stonex divulgou nesta segunda-feira (9) que revisou as projeções para a produção de soja no Paraguai na safra 2024/2025, que deve chegar a quase 9 milhões de toneladas. A maior produção é consequência da produtividade mais elevada, com médias de 2,2 toneladas por hectare e até 3 toneladas por hectare em algumas regiões do país. 


“A safra principal foi estimada em 8,69 milhões de toneladas em junho de 2025. Esse aumento deve-se em grande parte à recuperação observada no Chaco. Estima-se que entre 30% e 35% da soja chaqueña já tenha sido comercializada. Como o plantio ocorre mais tarde, a comercialização avança de forma mais lenta”, salienta a analista de Inteligência de Mercado na StoneX, Larissa Barboza Alvarez.


Entre as regiões Oriental e Ocidental do país, divididas pelo Rio Paraguai, houve diferença no clima durante o ciclo produtivo. “Enquanto a Região Oriental já terminou a colheita da safra, no Chaco — área que compõe a Região Ocidental —  a colheita ainda está em andamento”, explica Larissa.


A Região Ocidental enfrentou volumes de chuva expressivos, que provocaram o transbordamento de rios, afetaram as condições das estradas e comprometeram parte da produtividade agrícola. Nas lavouras semeadas em dezembro, o excesso de umidade reduziu os rendimentos. Em contrapartida, áreas plantadas posteriormente apresentaram desempenho considerado muito bom para os padrões da região.Segundo o relatório, aproximadamente 65% da safra já foi colhida e, diante da ausência de chuvas previstas para as próximas duas semanas, espera-se um avanço significativo no ritmo dos trabalhos em campo.


Produção de 1,24 mi ton na safrinha de soja

Enquanto a safra principal de soja foi revisada para cima, a perspectiba de produção safrinha da oleaginosa no paraguai teve queda, passando de 1.332.500 toneladas estimadas em maio para 1.242.500 toneladas neste mês de junho, queda de 6,8%.

Outras notícias

Preço do arroz segue pressionado após encerramento da colheita

Chuvas atrasam colheita de café e pressionam preços do arábica

Exportações de algodão batem recorde histórico em maio


A disparidade nas médias de produção são destacadas pela analista da StoneX. No departamento de San Pedro, até o momento, não houve ajustes na estimativa de produção da região, mas essa possibilidade não está descartada diante da grande disparidade nos rendimentos observados no campo. De acordo com Larissa, o desempenho médio da atual safra no departamento é de 1,7 tonelada por hectare.


O relatório da StoneX aponta também que em San Pedro foram identificadas zonas pontuais com rendimentos muito bons, como Colônia Río Verde e Colônia Nueva Durango. Essas áreas, com plantios mais tardios, tiveram um desempenho superior. Santa Rita apresentou resultados variados: enquanto as primeiras colheitas foram positivas, o restante mostrou baixos rendimentos — situação semelhante à de algumas áreas de Itapúa.


No entanto, zonas localizadas principalmente no Sul e no Centro-Oeste registraram produtividades próximas de 1 t/ha, insuficientes até mesmo para cobrir os custos de produção. Em contrapartida, áreas do norte apresentaram resultados mais positivos, contribuindo para elevar a média geral da região.


Com relação à safrinha de soja na Região Oriental, especialmente da Rota 2 para o Norte, o ciclo complementar apresentou resultados superiores aos da safra principal. Ao contrário da safra, na qual o Sul teve os melhores rendimentos, na safrinha foi o Norte que se destacou.


“Em Caaguazú, localidades como Vaquería e Yhú superaram as expectativas. Estima-se que 90% já tenha sido colhido até o final de maio, restando apenas as últimas áreas para a primeira quinzena de junho. Espera-se uma produção de 1,24 milhão de toneladas na safrinha de soja, totalizando assim 9,93 milhões de toneladas para o ciclo 2024/25”, projeta Larissa.


Milho safrinha: Colheita deve acelerar entre o final de junho e meados de julho


O milho safrinha no Paraguai tem seguido um cenário agronômico semelhante ao da safrinha de soja, já que ambas as culturas compartilham o mesmo calendário. As áreas com melhores condições climáticas — especialmente ao norte da Rota 2 — concentraram a maior parte da semeadura e registraram os melhores desempenhos produtivos. No norte de Alto Paraná, os resultados foram bastante positivos, com destaque para o aumento da área cultivada. Já em Itapúa, as lavouras apresentaram produtividade mais baixa, refletindo os efeitos adversos do clima na região.


Com a chegada de junho, no entanto, a previsão de chuvas e o aumento da umidade trazem preocupação para o encerramento da colheita. Isso porque, quando o grão já seco volta a ficar úmido, pode fermentar, comprometendo a qualidade do milho e do sorgo ainda pendentes no campo.


Segundo o relatório da StoneX, a situação é considerada crítica para qualquer produto ainda por colher, devido ao alto teor de umidade. No caso do milho, ainda é possível aplicar descontos por qualidade, mas para culturas como o trigo, as perdas tendem a ser mais severas, especialmente pela redução do pH dos grãos. “Estima-se que a colheita de milho já tenha começado, embora atinja apenas 2% até o momento. O ritmo deve se acelerar entre o final de junho e meados de julho. Então, o que se observa é uma comercialização de apenas 31% - em parte devido à queda dos preços”, afirma Larissa.


Atualmente, o produtor recebe USD 130/ton, frente aos USD 160/ton de um mês atrás. Essa baixa desestimulou novas negociações antecipadas.


Adicionado a isso, a produção paraguaia segue influenciada por fatores externos e climáticos. A pressão vinda do mercado brasileiro, aliada à ausência de geadas na última semana de maio, limitou a possibilidade de cortes na oferta. “Assim, no início de junho, espera-se uma produção de 5,25 milhões de ton de milho no país”, conclui Larissa.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Preço do etanol sobe em São Paulo após oito semanas de queda

Agro
Imagem de destaque

Preço do trigo sobe no Paraná e RS com temor de impacto do El Niño

Agro

Problema em cebolas catarinenses afeta mercado

Agro

Mercado da soja reage a acordo entre China e Estados Unidos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Morte de mulher no Lago Cabrinha mobiliza Polícia e IML

Cidade
Londrina e região

Prestador de serviços sofre mal-súbito e morre em empresa

Cidade
Londrina e região

Trabalhador é perfurado por tubo em fast-food na Higienópolis

Cidade
Londrina e região

Tenente-Coronel Ricardo Eguedis assume a Defesa Social de Londrina

Cidade
Londrina e região

Festas juninas e julinas movimentam Londrina e região; veja locais

Podcasts

Podcast Pod Tah | EP 51 | Marketing 360° e Empreendedorismo | Geyzom Aragão

Café com Edu | EP 81 | Atemporalidade e Funcionalidade na Arquitetura | Luciana Regnier

Sem Cerimônia | EP 4 | O Futuro do Direito de Família | Elisângela Ribeiro e Juliana Tavares

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.