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Tarifaço pode provocar desemprego em frigoríficos brasileiros

Tarifas adicionais de 50% preocupam os setores exportadores
13 ago 2025 às 18:30
Por: Band
Divulgação

O setor industrial brasileiro enfrenta um momento crítico devido ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, com destaque para a indústria de carne bovina e a moda praia, que podem ver suas exportações seriamente comprometidas nos próximos anos devido ao tarifaço.


De acordo com Flávio Ferreira, CEO de uma importante empresa do setor de carne bovina em São Paulo há um grande risco de desemprego nestes setores nos próximoes meses. "São 1100 empregos em risco", alerta. A empresa, que envia 95% de sua produção para os Estados Unidos, já demitiu 200 trabalhadores em abril, após o anúncio de uma tarifa adicional de 10% pelo governo Trump. Com a possibilidade de uma tarifa de 50%, a produção pode ser totalmente paralisada.


Em julho, o Brasil alcançou um recorde de exportações de carne, com mais de 300 mil toneladas, graças à antecipação de embarques para evitar o aumento das tarifas. Além disso, uma comitiva de exportadores e representantes do Ministério da Agricultura desembarcou no Japão para tentar abrir novos mercados para a carne brasileira.


Outros setores também são afetados, como café, pescados, frutas e equipamentos para construção civil. No interior do Paraná, na cidade de Ibituruna, o setor madeireiro, que representa quase metade das exportações do estado, enfrenta uma crise, com muitos trabalhadores em férias coletivas devido à redução das atividades. O prefeito Rodrigo Rossoni expressou preocupação com o aumento do desemprego, questionando até quando a prefeitura poderá suportar a situação sem suporte financeiro adequado.

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A moda praia brasileira, reconhecida mundialmente, é outra vítima das novas políticas tarifárias americanas. Com os Estados Unidos respondendo por 40% das exportações brasileiras desse segmento, o aumento da tarifa para 74,9% ameaça inviabilizar a continuidade das exportações. As vendas de biquínis, que em 2024 somaram 4 milhões de dólares, representando quase 20% do total do segmento de vestuário, estão em risco.


Empresas menores, que dependem significativamente do mercado americano, como a Galileia Indústria e Comércio de Roupas, enfrentam riscos de fechamento, segundo seu proprietário. A situação evidencia um cenário de incertezas para o futuro das exportações brasileiras para os Estados Unidos, impactando diretamente o emprego e a economia em diversas regiões do Brasil.

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