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Tempestades no Rio Grande do Sul podem provocar mais enchentes e afetar agricultura

Mais de 50 cidades notificaram problemas e riscos à Defesa Civil do Estado nesta quarta-feira (18); previsão é de chuva e geada
18 jun 2025 às 17:06
Por: Band
Foto: Gilson Abreu/AEN

Após um ano das enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, o estado passa novamente por uma situação crítica e a previsão é que mais chuvas ocorram até pelo menos o próximo sábado (21). A Defesa Civil estadual emitiu, nesta quarta-feira (18), um alerta e severo. Algumas regiões podem ter um acumulado de 500 milímetros nesta semana, informou o órgão, além da ocorrência de geadas, que podem afetar severamente as plantações de milho safrinha no Paraná e Santa Catarina e a safra de inverno no Rio Grande do Sul, com danos à produção de trigo e canola.


Nesta época do ano, os produtores gaúchos estão em fase de preparação do solo para o plantio da safra de inverno, quando se cultiva trigo, cevada, aveia e canola. Alagamentos nas regiões agrícolas do estado podem comprometer o início do plantio, impedindo a produção.  Em algumas regiões, os produtores já haviam iniciado o plantio.



Na última terça-feira (17), na região de Canoas, as ruas ficaram alagadas e os moradores precisaram deixar suas casas. De acordo com a Defesa Civil, 89 pessoas estão desabrigadas na cidade, duas pessoas morreram e uma está desaparecida. Em todo o estado, 1,3 mil pessoas estão desabrigadas. Apesar do risco de alagamentos e enchentes, os meteorologistas afirmam que a situação atual é muito diferente da registrada em maio de 2024. 



Previsão de mais chuvas



Desde a última terça-feira (17), o aprofundamento de um sistema de baixa pressão e o fluxo de umidade do norte estão provocando essas chuvas fortes e persistentes, com raios, nas regiões das Missões, no Oeste, na Campanha, na Costa Doce, na Região Metropolitana, no Vale do Rio Pardo e no Litoral Médio. Conforme a meteorologista Cátia Valente, há risco de temporais com granizo nas Missões, Oeste, Campanha e Centro. Os volumes variam entre 20 e 60 mm, podendo chegar a 80 mm em áreas do Centro, das Missões, do Noroeste e do Vale do Rio Pardo. Ventos do norte alcançam 50 a 70 km/h na metade Norte.

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Na madrugada e manhã desta quarta (18), a chuva continua forte segue no Oeste, nas Missões, no Noroeste, na Campanha, na Costa Doce, na Região Metropolitana, nos Vales e no Litoral Médio e Norte, com raios e chance de granizo. À tarde e noite, as instabilidades se deslocam para o Centro, para  o Norte, para os Vales, para a Costa Doce e para a região metropolitana. Os acumulados variam de 40 a 90 mm/dia nessas áreas, podendo chegar a 140 mm/dia no Noroeste, nas Missões, nos Vales e entorno da Região Metropolitana. Nas demais regiões, ficam abaixo de 40 mm/dia.


A previsão para a quinta-feira (19), indica que a chuva deve persistir com intensidade moderada a forte nas Missões, no Noroeste, no Centro, no Norte, nos Vales, na Serra e no Litoral Norte, com volumes entre 30 e 60 mm/dia, podendo atingir 100 mm/dia em pontos do Noroeste e do Norte. No Oeste, na Campanha e no Sul, o tempo firme retorna. Na sexta (20/6), a formação de um ciclone próximo à costa gaúcha mantém o tempo instável. Chuva moderada a forte atinge o Norte, o Nordeste, a Região Metropolitana, a Costa Doce, o Litoral Médio e parte da Campanha, com acumulados entre 40 e 60 mm/dia, podendo chegar a 75 mm/dia na Costa Doce e no Litoral Médio. Nas demais áreas, chuva fraca a moderada com volumes abaixo dos 40 mm/dia.


A tendência é que, na sexta-feira (20), as chuvas continuem, com volumes entre 30 mm/dia e 50 mm/dia nas regiões da Campanha, no sul, no norte e na serra.


A Defesa Civil do estado alerta que estas condições podem provocar a elevação do nível dos rios em todo o estado. O órgão informou que há ‘um severo risco’ de transbordamento dos rios Ibirapuitã (em Alegrete), Ibicuí (em Manoel Viana), Santa Maria (em Rosário do Sul), Vacacaí (em São Gabriel), São Sepé e Jacuí (em Cachoeira do Sul e em Rio Pardo), devido aos altos acumulados observados em suas bacias. 


Nestas quarta-feira (18), a Polícia Rodoviária do Estado e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) bloquearam trechos de rodovias devido aos alagamentos ou risco de desmoronamento. Algumas rodovias estão totalmente interditadas.



Alertas da Defesa Civil



Em suas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, lembrou os alertas sobre as chuvas publicados desde o fim de semana e disse que essa antecipação “buscou preparar os municípios para enfrentar os efeitos da instabilidade”.  “Infelizmente, a previsão indica mais instabilidade para os próximos dias”, escreveu o governador.


Leite informou que as equipes estaduais permanecem em prontidão para apoiar as prefeituras e responder com agilidade às demandas que surgirem. "A Defesa Civil monitora cada região e segue emitindo alertas em tempo real. Siga as orientações e evite áreas de risco”, alertou Leite.

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