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Brasil registra mais de 225 mil medidas protetivas para mulheres em 2026

Dados do CNJ mostram crescimento nas concessões de medidas protetivas e redução no tempo de resposta do Judiciário para vítimas de violência doméstica
05 jun 2026 às 07:12
Por: Assessoria de Imprensa
Foto: Ailton Santos/Tarobá

Mais de 225 mil medidas protetivas foram concedidas para mulheres no Brasil nos primeiros quatro meses de 2026, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O levantamento também aponta uma redução significativa no tempo de resposta da Justiça em casos de violência doméstica.


De janeiro a abril deste ano, o Judiciário brasileiro concedeu 225.535 medidas protetivas de urgência e homologou outras 412 que haviam sido concedidas pela polícia. Os números superam os registrados no mesmo período de 2025 e 2024.


De acordo com o CNJ, mais da metade dos pedidos é analisada no mesmo dia em que chega ao Judiciário. Outros 32% recebem decisão no dia seguinte. Apenas 10% levam mais de dois dias para apreciação.

O avanço representa uma mudança expressiva em relação a 2020, quando o tempo médio de análise das medidas protetivas chegava a 14 dias.


Segundo o Conselho Nacional de Justiça, a redução está ligada às políticas de enfrentamento à violência contra a mulher e à ampliação do monitoramento realizado junto aos tribunais estaduais.

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O CNJ também vem promovendo reuniões técnicas com tribunais de todo o país para padronizar fluxos de atendimento, acelerar análises e ampliar a proteção às vítimas.


Durante o Encontro Nacional das Coordenadorias da Mulher, realizado nesta semana, o órgão apresentou um diagnóstico nacional sobre as medidas protetivas. O estudo identificou avanços importantes, mas também apontou desafios estruturais, como falhas em registros processuais e limitações nos sistemas tecnológicos.


Entre as boas práticas identificadas estão o uso de painéis de monitoramento em tempo real, mutirões de saneamento de dados e integração com órgãos de segurança pública.

O CNJ informou que pretende ampliar o monitoramento nacional e fortalecer políticas voltadas à proteção das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

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