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Canetas emagrecedoras alteram consumo e movimentam bilhões

Levantamentos apontam corte em ultraprocessados e reconfiguração de gastos, enquanto farmacêuticas disputam mercado bilionário de medicamentos GLP-1
21 jul 2026 às 12:37
Por: Band
Freepik

O avanço das "canetas emagrecedoras" à base de GLP-1 — como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — está transformando os hábitos de consumo e a economia global. Pesquisas mostram que a redução do apetite provocada pelos remédios altera a cesta de compras das famílias e impacta diversos setores do mercado.


Um estudo do SC Johnson College of Business (Universidade Cornell) em parceria com a Numerator analisou 150 mil famílias americanas. Os dados revelam que lares com usuários dessas medicações reduziram em média 5,3% os gastos em supermercados em seis meses. Em famílias de alta renda, a queda chegou a 8,6%.


Cesta de compras e novos hábitos


A redução nas compras atinge principalmente produtos ultraprocessados e refeições rápidas, segundo os levantamentos da Cornell e da consultoria McKinsey & Company:


  • Salgadinhos e snacks: -10,1% a -11,5%

  • Fast food e cafeterias: -8,0%

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  • Doces: -8,5%

  • Biscoitos: -7,0%


Em contrapartida, houve crescimento na procura por iogurtes, frutas e proteínas. A economia gerada no supermercado costuma ser redirecionada para custear os próprios remédios, além de gastos com academias, cosméticos e vestuário.


Disputa bilionária no setor farmacêutico


A expansão do setor acirrou a disputa entre as gigantes Eli Lilly (fabricante do Mounjaro e Zepbound) e Novo Nordisk (do Ozempic e Wegovy). Projeções indicam que o mercado de tratamentos para obesidade pode movimentar entre US$ 80 bilhões e US$ 100 bilhões anuais até 2030.


O principal desafio atual das empresas é a capacidade de produção das canetas aplicadoras. A próxima etapa da indústria foca no desenvolvimento de medicamentos em versão oral (comprimidos), o que deve baratear os custos e ampliar o acesso aos tratamentos.

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