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Embrapa produz em laboratório salmão, caviar e anéis de lula veganos

Tecnologia imita sabor e nutrientes dos alimentos em impressão 3D
31 mai 2026 às 10:33
Por: Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil

O Laboratório de Nanobiotecnologia (LNANO) da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, com sede em Brasília, desenvolveu protótipos de alimentos de base vegetal que mimetizam filé de salmão, caviar e anéis de lula. O resultado foi alcançado após 30 meses de pesquisa conduzida na instituição. Os alimentos são produzidos por meio de impressoras 3D da própria Embrapa e apresentam características de sabor, formato e perfil nutricional semelhantes às versões de origem animal.


Para a formulação dos produtos, os pesquisadores utilizaram tintas alimentícias compostas por proteínas vegetais, farinhas de leguminosas, óleos vegetais e de algas, nanoingredientes, corantes naturais e espessantes para controle de viscosidade. Parte dos insumos foi obtida nos Bancos Ativos de Germoplasma da Embrapa, que reúnem o material genético de plantas, microrganismos e animais, permitindo a aproximação dos percentuais de carboidratos, lipídeos e proteínas encontrados nos tecidos animais originais.


De acordo com a coordenação do projeto, a tecnologia possibilita o enriquecimento nutricional direcionado, apresentando aplicações potenciais para o combate à subnutrição, além de atender públicos com restrições alimentares e reduzir demandas por pesca e abate animal. As amostras desenvolvidas no LNANO já passaram por testes de consumo humano autorizados por comissões de ética, integrando atualmente a vitrine tecnológica da instituição, sem uma estimativa definida para a introdução no mercado consumidor deste domingo (31).


O financiamento da pesquisa foi realizado pelo Good Food Institute (GFI), organização global focada no desenvolvimento de alternativas a proteínas tradicionais. A viabilidade comercial do projeto dependerá da definição de modelos de negócio, que podem variar entre a produção em impressoras domésticas, uso em restaurantes ou manufatura em escala industrial. Atualmente, alimentos impressos já possuem comércio regulamentado em países como Austrália, Estados Unidos, Israel e Singapura, enquanto iniciativas brasileiras semelhantes ocorrem em parcerias entre a Unesp, a Universidade Harvard e a Universidade de Tecnologia e Design de Singapura.

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