O destino de Helena, filha do casal Elize e Marcos Matsunaga, foi selado por um exame de DNA exigido pelos avós paternos logo após o assassinato do empresário, em 2012. A dinâmica da disputa familiar voltou aos holofotes após uma recente decisão judicial autorizar a adolescente, atualmente com 16 anos, a realizar viagens internacionais de férias. Desde a época do crime, quando tinha pouco mais de um ano, a jovem não mantém qualquer contato com a mãe.
Segundo apurações do jornalista e biógrafo Ulisses Campbell, logo após Elize confessar o assassinato e ter a prisão decretada, a menina ficou temporariamente com uma tia-avó materna. Contudo, diante da repercussão nacional do caso, os pais de Marcos Matsunaga questionaram a paternidade e acionaram um laboratório de genética de ponta para realizar a coleta de amostras. Assim que o vínculo biológico foi confirmado, a família paterna obteve a guarda definitiva.
Restrições judiciais e projeção de reencontro
Desde que os avós paternos, Mitsuo e Yoko Matsunaga, assumiram a tutela, mãe e filha jamais voltaram a se encontrar. A Justiça de São Paulo mantém ativa uma ordem restritiva que impede Elize de visitar ou estabelecer qualquer comunicação com a adolescente.
O avô paterno já declarou publicamente que pretende aguardar a maioridade legal da neta. Dessa forma, ao completar 18 anos, caberá à própria jovem a autonomia para decidir se deseja buscar aproximação com a mãe biológica.
Cartas da prisão e segredo de Justiça
Apesar da barreira jurídica, Elize Matsunaga mantém a intenção de reatar o convívio. Durante o cumprimento da pena em regime fechado, ela escreveu um livro no qual incluiu cartas dedicadas à filha. Nos textos, a ex-enfermeira pede perdão, declara que não busca justificar o homicídio e afirma que não desistirá do contato no futuro.
Atualmente, a rotina de Helena é mantida sob rigoroso segredo de Justiça e protegida por forte discrição pela família paterna.