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Governo dos EUA revoga visto de Alexandre de Moraes, ministros do STF e familiares

A medida é tomada no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal, decididas pelo juiz relator Moraes
18 jul 2025 às 21:28
Por: UOL
Foto: Agência Brasil

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na noite de hoje a revogação dos visto norte-americanos do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, de quem o órgão chama de "seus aliados da corte" e da família do ministro.


Segundo apurou a coluna, as sanções seriam contra todos os ministros do STF, menos André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. As famílias dos ministros e do PGR também serão afetadas pela sanção.


A medida é tomada no mesmo dia em que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal, decididas pelo juiz relator Moraes, como tornozeleira eletrônica e recolhimento doméstico noturno. Trata-se de uma nova escalada de tensão na já conturbada relação entre Brasil e EUA. Em sua justificativa para a medida, Rubio volta a citar um "caça às bruxas" a Bolsonaro, em referência ao processo judicial por Golpe de Estado em que ele é réu. É o mesmo termo usado pelo presidente Donald Trump para justificar tarifas de 50% contra produtos brasileiros e em reiteradas declarações de apoio ao aliado brasileiro.


"O presidente do Estados Unidos deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura da liberdade de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos", afirmou Marco Rubio via X.


"Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados na corte, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato", Marco Rubio.

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No meio da tarde, uma alta fonte do Departamento de Estado havia alertado a coluna de que uma nova medida contra o Brasil deveria ser tomada ainda nesta sexta. Assessores do presidente Donald Trump expressaram indignação ao longo do dia, nas redes sociais, pelas ações recentes tomadas pela corte em relação a Jair Bolsonaro.


Ao longo da semana, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comentarista político Paulo Figueiredo tiveram extensas reuniões na Casa Branca e no Departamento de Estado para pedir nova rodada de punições ao país que possam, segundo eles, pressionar o país a conceder anistia a Bolsonaro e aliados. 


Nessas reuniões, eles voltaram a pedir sanções contra Moraes, mas não só a ele. Hoje, mais cedo, um pouco depois da operação comntra Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro chegou a fazer postagem pública pedindo que Trump substituísse tarifas por sanções a autoridades brasileiras. A coluna apurou que ele apagou à postagem depois de uma conversa com Eduardo e Figueiredo. O senador alterou o discurso para dizer que o grupo não tem poder para definir os instrumentos que o governo americano vai sacar em relação ao país.


Os bolsonaristas radicados nos EUA vinham pedindo sanções a Moraes e a outros integrantes da Corte há mais de seis meses. O desejo deles era que Moraes fosse alvo de sanções financeiras da Lei Global Magnitsky, portanto, a medida é menos grave do que a desejada. Ainda assim, trata-se de uma punição coletiva a oito dos 11 integrantes da mais alta corte judiciária do país, além do titular da Procuradoria Geral da União.


A medida do Departamento de Estado impede a entrada em território americano e a concessão de vistos às autoridades alvo. Divulgada pelas redes sociais primeiro, as medidas foram anunciadas com texto incompleto na página do órgão diplomático americano. 

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