A jovem Eduarda Kruger, de 20 anos, denunciou ter tido uma foto íntima copiada sem autorização por um atendente durante um procedimento em uma loja de telefonia em Chapecó (SC). Segundo o relatório da Polícia Militar (PM), o suspeito confessou ter transferido o arquivo para o próprio aparelho celular.
O caso ocorreu na última quinta-feira (11), quando a cliente procurou uma unidade parceira da operadora TIM para alterar o plano de sua linha telefônica. Durante o atendimento, o funcionário solicitou a senha do aparelho sob a justificativa de acessar o aplicativo interno da companhia, e a jovem forneceu as credenciais.
A infração foi descoberta minutos depois, quando Eduarda deixou o estabelecimento e entrou em seu veículo. Ao checar o dispositivo, ela visualizou uma notificação ativa de transferência de arquivos via AirDrop — ferramenta de compartilhamento por proximidade entre dispositivos iOS.
"Quando eu vi, entrei em estado de choque. Liguei para o meu pai desesperada, liguei para minha irmã e liguei para o meu amigo policial também. Ele me aconselhou a acionar o 190", relatou a jovem, acrescentando que as imagens estavam armazenadas em uma pasta oculta e protegida por senha.
Flagrante e indícios de outras vítimas
Acompanhada por uma guarnição da Polícia Militar, a vítima retornou à loja. No local, o homem de 21 anos admitiu aos policiais ter enviado os arquivos privados para o seu smartphone pessoal.
Durante a verificação do aparelho do suspeito, com o consentimento das autoridades, a jovem relatou ter encontrado uma pasta oculta contendo fotografias íntimas de diversas outras mulheres, o que levanta a suspeita de que a prática vinha sendo adotada de forma recorrente com outras clientes.
Eduarda deletou seus arquivos do dispositivo do atendente, limpando inclusive a lixeira do sistema, e formalizou um boletim de ocorrência na delegacia de polícia. A PM lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo delito, e o envolvido assumiu o compromisso de comparecer em juízo. O inquérito segue sob a responsabilidade da Polícia Civil de Santa Catarina.
Operadora adota "tolerância zero"
Em nota oficial, a TIM informou que o atendente não fazia parte do seu quadro direto de colaboradores, sendo funcionário de uma empresa parceira que presta serviços à marca. A operadora comunicou o desligamento imediato do trabalhador assim que o episódio foi identificado.
"A empresa reforça que adota tolerância zero a esse tipo de atitude e conduta. O envolvido foi desligado assim que os fatos, que fogem completamente aos padrões de ética e conduta da companhia, foram identificados", destacou a nota, em que a operadora também se solidarizou e pediu desculpas à cliente.