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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixa presídio após perdão judicial

Mãe de Henry Borel foi condenada ao crime de tortura e vai cumprir 1 ano e 4 meses em regime aberto
04 jun 2026 às 17:02
Por: Band
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixou o presídio Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (4), após receber perdão judicial pelo envolvimento no assassinato do filho, o menino Henry Borel, que morreu em 2021 aos 4 anos.


A soltura ocorreu após a expedição de um alvará pela Justiça, que foi recebido pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) no início da tarde. Monique saiu do presídio em um carro e não falou com a imprensa. (Veja o vídeo abaixo) Após dez dias de julgamento, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo (sem intenção de matar) pelo Conselho de Sentença do júri.


Os jurados entenderam que Monique agiu com negligência. Com a mudança de entendimento, a juíza Elisabeth Machado Louro concedeu perdão judicial para a ré. Monique, no entanto, foi condenada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho e vai cumprir um ano e quatro meses de prisão em regime aberto. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 43 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura pela morte do menino Henry Borel. A sentença foi lida na madrugada desta quinta-feira (4).


Jairinho era acusado de homicídio qualificado, tortura e coação. Monique respondia por homicídio qualificado por omissão, tortura e coação. Em ambos os casos, as acusações tinham como agravantes o fato de as agressões terem ocorrido em ambiente familiar e de a vítima ser menor de 14 anos.


Como foi o julgamento Durante todo o processo, a acusação sustentou que Jairinho submeteu Henry a sucessivas agressões que culminaram na morte da criança e que Monique tinha conhecimento das violências praticadas contra o filho. As defesas negaram as acusações. Os advogados de Jairinho afirmaram sua inocência e questionaram a investigação. A defesa de Monique, por sua vez, argumentou que ela não tinha conhecimento das agressões e levantou a hipótese de ter sido “dopada” no dia da morte da criança.


Os interrogatórios dos dois réus ocorreram na última terça-feira (2). Monique foi ouvida primeiro. Jairinho falou em seguida, depois de obter na Justiça o direito de ser o último a depor e respondeu apenas as perguntas feitas pela sua defesa.

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