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Adolescente apreendido diz que ataque em Campo Mourão foi motivado por vingança, afirma Sesp

21 jul 2026 às 08:05

O adolescente de 16 anos apreendido por suspeita de realizar o ataque a tiros em uma conveniência de Campo Mourão afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que o crime teria sido motivado por vingança. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (20), durante entrevista coletiva concedida em Cascavel pelo secretário de Segurança Pública do Paraná, acompanhado pelo diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI).


Segundo as autoridades, o jovem se apresentou espontaneamente e alegou que o alvo dos disparos seria Veridiana Gaya Menin Machado Sate, de 40 anos, que ficou gravemente ferida e permanece internada. Conforme a versão apresentada pelo adolescente, a mulher teria envolvimento na morte de seu irmão. A Polícia Civil ressaltou que essa é uma das linhas de investigação e que a motivação ainda será apurada.


O atentado foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o adolescente encapuzado entrando na conveniência e efetuando diversos disparos. No ataque, Márcio Geraldo, de 43 anos, e Michael Cavalcante, de 38 anos, morreram. Outras pessoas ficaram feridas.


De acordo com a Polícia Civil, com exceção de Veridiana, todas as demais vítimas atingidas pelos tiros foram atingidas por balas perdidas.


A arma utilizada no crime foi entregue pelo próprio adolescente às autoridades. Agora, a investigação busca esclarecer como o menor conseguiu acesso ao armamento e se houve participação de outras pessoas no planejamento ou na execução do atentado.


Além da apreensão do adolescente, a mãe dele foi presa em flagrante durante o cumprimento de buscas na residência da família. No imóvel, policiais encontraram explosivos, entorpecentes e munições.


O suspeito completou 16 anos justamente no dia em que se apresentou à polícia. Segundo o secretário de Segurança Pública, ele foi encaminhado a um Centro de Socioeducação (Cense) de Curitiba, onde permanecerá à disposição da Justiça.


A namorada do adolescente também foi ouvida pela Polícia Civil, mas acabou liberada. Outras pessoas seguem sendo investigadas para verificar se tiveram algum tipo de participação no caso ou relação com a suposta motivação apresentada pelo jovem.


As autoridades destacaram ainda que, neste momento, não há elementos suficientes para afirmar que o adolescente possua ligação com alguma organização criminosa, hipótese que continua sendo analisada ao longo das investigações.

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