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Casal é preso após confusão por demora no PAI

06 jun 2026 às 13:25

O clima de tensão na saúde pública de Londrina ganhou um capítulo violento na noite desta sexta-feira (5). Um casal acabou detido e foi encaminhado à delegacia após protagonizar uma grande confusão no interior do PAI (Pronto Atendimento Infantil), localizado na região central da cidade. O tumulto exigiu a intervenção de equipes da Guarda Municipal por volta das 19h30.


O desentendimento começou quando uma mãe, revoltada com a lentidão no local, foi cobrar explicações na recepção. Testemunhas relataram que o painel eletrônico da unidade exibia informações inconsistentes e desatualizadas, indicando uma espera de cerca de 1h30, enquanto na realidade as famílias aguardavam há mais de 4 horas. A gestante Marília Quinta, que presenciou a cena, afirmou que o servidor respondeu com grosseria, inflamando os ânimos. Durante a confusão, o marido da mulher se envolveu e a Guarda Municipal deu voz de prisão ao casal. A filha deles permaneceu no PAI recebendo atendimento sob a responsabilidade da avó.


Sete a dez horas de espera e o apelo pela vacinação


A confusão reflete o esgotamento dos usuários com a saúde municipal. Relatos frequentes apontam que pais e responsáveis chegam a enfrentar de 7 a 10 horas de fila para conseguir uma consulta para os filhos, mesmo com a implantação recente do sistema de agendamento online. A demora na triagem é apontada como o principal gargalo do atendimento.


Diante da superlotação histórica no PAI durante o período de inverno e quedas de temperatura, as autoridades de saúde reforçaram um apelo vital aos pais: manter a carteira de vacinação das crianças atualizada. A imunização preventiva contra a gripe é apontada como a ferramenta mais eficaz para evitar complicações de saúde e, consequentemente, reduzir o fluxo e os transtornos nas unidades de pronto atendimento do município.


Nota oficial e investigação da conduta


Em Nota Conjunta à Imprensa emitida neste sábado (6), a Secretaria Municipal de Saúde e a Direção da Guarda Municipal de Londrina informaram que o homem foi encaminhado à Central Regional de Flagrantes por desacato aos servidores públicos e aos próprios guardas após desrespeitar orientações para manter a ordem. Foi lavrado um Termo Circunstanciado e o envolvido acabou liberado em seguida. A criança recebeu atendimento médico normalmente.


As instituições classificaram o episódio como um fato isolado. Segundo os órgãos, no dia do ocorrido, o PAI realizou mais de 500 atendimentos (538 crianças assistidas, com tempo de espera máximo de 3 horas) sem registrar nenhum outro tipo de problema. A secretaria pontuou que compreende a angústia das famílias neste momento em que o país enfrenta alta de doenças respiratórias, mas repudia veementemente qualquer forma de agressão verbal ou desrespeito contra servidores. Por fim, o Município informou que os fatos serão analisados pela direção da Guarda Municipal para avaliar se a conduta adotada pelos agentes foi adequada ou se os profissionais precisarão ser reorientados.


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