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CNBB lança cartilha para incentivar voto consciente

09 jul 2026 às 14:58

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou oficialmente uma nova edição da sua Cartilha de Orientação Política, projeto editorial de conscientização civil publicado regularmente desde 2008. O objetivo da instituição é estender o debate democrático para além do calendário eleitoral, reforçando que a participação na vida pública e o exercício da cidadania devem ser práticas contínuas.


Com o tema central “A política melhor e a cultura do encontro”, o documento explica de forma simplificada a importância do voto, o funcionamento das instituições democráticas e a necessidade de engajamento social. A estrutura do texto propõe uma reflexão fundamentada no diálogo, no respeito às diferenças e na busca coletiva pelo bem comum.


Neutralidade partidária e a cultura do diálogo


De acordo com o Arcebispo de Londrina e presidente do Regional Sul 2 da CNBB, Dom Geremias Steinmetz, o material se caracteriza pela estrita neutralidade político-partidária, não manifestando apoio a nenhum candidato, coligação ou legenda. A proposta pedagógica consiste em fornecer subsídios teóricos para que o eleitor analise criticamente as propostas antes de fazer sua escolha nas urnas.


O documento foi integralmente elaborado por um colegiado composto por bispos, sacerdotes e especialistas técnicos de diversas áreas do conhecimento humano. O livreto será distribuído e debatido de forma capilarizada em paróquias, comunidades locais e grupos de formação pastoral.


Combate à desinformação e inteligência artificial


Além de abordar os conceitos tradicionais de representatividade política, a nova versão do manual dedica um capítulo exclusivo para analisar os desafios e perigos do ambiente digital durante o pleito. A orientação formal é que os cidadãos façam a checagem rigorosa de dados em fontes oficiais de informação.


O advogado e representante da OAB Londrina, Arthur Lustosa Strozzi, ressalta que o avanço tecnológico exige atenção triplicada por parte do eleitorado, especialmente com o avanço de ferramentas de manipulação de mídia:


  • Conteúdos falsos: Mensagens e dados distorcidos disseminados em aplicativos de mensagens.

  • Inteligência Artificial: Uso de ferramentas automatizadas para inflar debates ou criar narrativas inexistentes.

  • Deepfakes: Vídeos e áudios adulterados digitalmente para simular falsas declarações de figuras públicas.

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