A polêmica envolvendo uma propriedade rural localizada às margens da BR-369, entre os municípios de Jataizinho e Assaí, ganhou um novo capítulo após a manifestação oficial da EPR Paraná.
A concessionária afirmou que a instalação das defensas metálicas no quilômetro 126 da rodovia segue critérios técnicos obrigatórios de segurança viária e negou que tenha ocorrido bloqueio de acesso à propriedade de uma produtora rural.
Segundo a empresa, o acesso ao imóvel continua disponível por meio de uma via rural municipal localizada poucos metros adiante do ponto onde a estrutura foi instalada. A concessionária informou ainda que esse trajeto permite acesso ao núcleo urbano de Jataizinho sem necessidade de pagamento de pedágio.
A manifestação ocorre após a repercussão de um vídeo publicado pela proprietária rural, que denunciou ter sido surpreendida ao encontrar a entrada principal da propriedade bloqueada por uma estrutura metálica instalada às margens da rodovia.
Na gravação, a mulher questionou a medida e afirmou que a situação estaria prejudicando tanto a rotina da família quanto a atividade econômica desenvolvida no local.
A propriedade abriga uma produção de fardos de feno comercializados para criadores de cavalos da região. Segundo a produtora, clientes deixaram de conseguir acessar o imóvel pela entrada tradicional, o que aumentou os custos de transporte e logística.
Em nota, a EPR Paraná informou que mantém diálogo permanente com a proprietária e afirmou que ela já havia sido orientada anteriormente sobre os procedimentos necessários para regularização dos acessos à rodovia.
A concessionária também declarou que foram realizadas tratativas específicas para os veículos vinculados à propriedade. No entanto, segundo a empresa, posteriormente foram apresentados pedidos envolvendo veículos de terceiros, situação que ainda depende do envio de documentos e justificativas para análise técnica.
Durante a repercussão do caso, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanharam a situação para garantir a segurança no local.
O impasse segue sem definição. Enquanto a concessionária sustenta que o acesso permanece disponível por rota alternativa, a produtora rural afirma que a mudança continua causando prejuízos à atividade desenvolvida na propriedade.
A expectativa é de que novas reuniões ocorram para buscar uma solução definitiva para o caso.