O Instituto Médico-Legal (IML) confirmou oficialmente, por meio de um exame laboratorial de DNA, que o corpo encontrado em uma área de praia em Pontal do Paraná pertence ao idoso Roberto de Godoy, de 63 anos. O homem, que era morador de Londrina, estava desaparecido desde o dia 28 de março, quando sumiu misteriosamente no Balneário Flórida, no Litoral do estado.
A viagem em família carregava um significado especial: marcava a primeira vez na vida que Roberto visitava o mar. No entanto, a celebração transformou-se em tragédia quando o idoso saiu de casa sozinho para realizar uma caminhada rotineira pela orla e não retornou mais.
O sumiço desencadeou uma corrente de solidariedade e uma intensa campanha de buscas físicas e digitais por parte dos parentes. Havia uma preocupação médica urgente: o londrinense sofria de epilepsia e dependia do uso diário e rigoroso de medicamentos de tarja preta controlados para evitar crises.
Identificação complexa e causa indeterminada
Devido ao avançado estado de decomposição em que os restos mortais foram localizados pelas patrulhas de segurança, qualquer tentativa de identificação por reconhecimento visual ou por meio de impressões digitais (papiloscopia) foi completamente inviabilizada. A perícia técnica do Paraná precisou recorrer à coleta de material genético de familiares para realizar o confronto de DNA em Curitiba.
Segundo os relatórios preliminares assinados pelos médicos legistas, o longo período de exposição do corpo às intempéries do tempo e da água do mar também impediu a determinação imediata da causa exata da morte, restando dúvidas se o óbito decorreu de um afogamento ou de um mal súbito decorrente da falta dos remédios.
O corpo do idoso permanece depositado nas dependências do IML de Paranaguá, onde aguarda os trâmites burocráticos de liberação para que a família possa realizar o traslado para Londrina e dar andamento aos procedimentos fúnebres de sepultamento.