A família da pequena Aurora vive uma corrida contra o tempo e contra a burocracia para salvar a vida da menina. Desde os 12 dias de vida, a bebê sofre com convulsões frequentes e agressivas. O motivo das crises é uma má-formação no cérebro que causa sangramentos constantes e exige uma cirurgia de urgência e de alta complexidade.
A mãe da bebê, a enfermeira Polyana Brandão, relatou como foram os primeiros sintomas, a angústia até fechar o diagnóstico correto e o impacto profundo que a rotina de crises causou na vida da filha e de toda a casa.
Na rede particular de saúde, o procedimento cirúrgico custa cerca de R$ 180 mil. Sem condições de arcar com esse valor por conta própria, a família enfrentou um segundo obstáculo: a recusa do convênio médico. A operadora do plano de saúde negou a cobertura alegando que o contrato ainda estava no período de carência.
Descumprimento de ordem judicial e medo de sequelas
Diante da negativa e do risco de morte, os pais precisaram recorrer à Justiça com um pedido de liminar urgente. A juíza responsável pelo caso deu ganho de causa à família e determinou um prazo para que a empresa autorizasse o tratamento. Mesmo com a ordem do tribunal em mãos, o plano de saúde estourou o prazo estipulado pela magistrada, atrasando o socorro.
Polyana detalhou a batalha nos tribunais e o sentimento de impotência ao ver os prazos da Justiça serem ignorados pela operadora enquanto a filha continuava passando mal.
Após muita pressão e desgaste, a cirurgia foi finalmente autorizada e marcada para a próxima segunda-feira. Apesar do alívio com a marcação, os pais, moradores da região Central de Londrina, revelam que vivem dias de extrema ansiedade e medo. O temor principal é que a demora gerada pelo impasse com o plano tenha provocado danos ou sequelas definitivas no desenvolvimento neurológico de Aurora.