O Hospital Norte Paranaense - HONPAR, em Arapongas, alcançou mais um marco na alta complexidade ao realizar seu primeiro transplante de válvula cardíaca pulmonar. O procedimento foi realizado no dia 26 de junho em um paciente de 44 anos, morador de Cambé, pertencente à 17ª Regional de Saúde do Paraná.
Portador de Tetralogia de Fallot, uma cardiopatia congênita complexa, o paciente havia sido submetido à cirurgia corretiva há 43 anos. Com a evolução da doença, tornou-se necessária a substituição da válvula pulmonar por meio de um homoenxerto, tecido cardíaco proveniente de doador morto.
A válvula foi disponibilizada pelo Banco de Tecidos Musculoesqueléticos (BTME) do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. A cirurgia foi conduzida pelo cirurgião cardiovascular Dr. Arnaldo Akio Okino, coordenador médico da equipe de transplantes de coração e válvula do HONPAR há mais de duas décadas. O paciente recebeu alta hospitalar no dia 4 de julho e apresenta boa evolução clínica.
O procedimento representa mais um avanço do programa de transplantes da instituição. No ano passado, em 6 de agosto, o HONPAR foi credenciado, juntamente com sua equipe especializada, para a realização de transplantes de coração e de válvulas cardíacas. As atividades tiveram início em 1º de setembro de 2025, com a implantação de um ambulatório exclusivo para atendimento de pacientes das 11ª à 19ª e da 22ª Regionais de Saúde do Paraná.
A área de abrangência contempla aproximadamente 4,1 milhões de habitantes distribuídos em 212 municípios, oferecendo assistência especializada por meio de uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, cirurgiões cardiovasculares, cardiologistas, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, odontólogos, psicólogos e equipe administrativa.
O transplante cardíaco é indicado para pacientes com insuficiência cardíaca avançada, miocardiopatias graves, doenças valvares complexas e algumas cardiopatias congênitas em estágio avançado, quando os tratamentos convencionais já não apresentam resultados satisfatórios. Nesses casos, o procedimento representa uma alternativa capaz de aumentar a sobrevida e proporcionar significativa melhora na qualidade de vida.
Todo o processo, desde a avaliação para inclusão na fila de transplantes até o acompanhamento pós-operatório, é realizado por uma equipe multidisciplinar especializada onde os pacientes são acompanhados, antes, durante e após a cirurgia, os pacientes permanecem em acompanhamento contínuo e utilizam medicamentos imunossupressores para reduzir o risco de rejeição do enxerto.
Com investimentos permanentes em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional, o HONPAR consolida-se como um dos principais centros de referência em cardiologia de alta complexidade e transplantes do Paraná, ampliando o acesso da população a procedimentos altamente especializados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).