A Delegacia de Trânsito da Policia Civil de Londrina informou que está em fase final o inquérito que investiga um acidente que deixou uma motociclista em estado grave. A batida foi registrada no dia 26 de março, na Rua Humaitá, região central da cidade. Todas as testemunhas foram ouvidas pelo delegado que investiga o caso. A motorista, que fugiu do local, pode responder por lesão corporal culposa e omissão de socorro.
Os
últimos a prestarem depoimento foram os policiais militares que atenderam o
acidente. Adriane Vanessa da Silva, de 38 anos, foi socorrida em estado grave.
Ela estava em uma moto que foi atingida por um Versa branco. Uma idosa, de 72
anos, que estava atrás do volante e foi ouvida pelo delegado. Ela alegou que
não teria percebido a batida e que se sentiu perseguida pela moto. Mas essa
versão difere de tudo o que já foi colhido pela investigação. “Segundo uma
motociclista que viu tudo e foi correndo para dar auxílio, um outro
motociclista teria ido atrás dela [da motorista do carro] e ela furou o sinal
vermelho. Ele falou que era uma senhora que estava dirigindo e anotou a placa”,
explicou Edgard Soriani.
A
motorista contou ao delegado que chegar em uma clínica de fisioterapia, ela
percebeu uma marca no carro, mas não teria se importado com a possível
gravidade do acidente. A mulher informou ainda que havia limpado com um pano. Ainda
assim, o delegado explicou que a situação não se configurou como fraude
processual.
Além da
lesão corporal culposa no trânsito, a motorista do também deve responder por
omissão de socorro. Para o delegado, independente do contexto, se houve
colisão, ela teria que parar o veículo, algo que não aconteceu. “Ela não teve
esse cuidado. Causou uma lesão corporal culposa e fugiu do local sem prestar
socorro. Não sei importou em ligar para o filho ou para algum parente”, concluiu
o delegado.
Depois de quase uma semana do acidente, Adriane Vanessa segue internada em estado grave na Santa Casa de Londrina. Ela é viúva e mãe de quatro filhos.