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MP denuncia pai por agredir os filhos em Francisco Beltrão

22 jul 2026 às 16:04

O Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, ofereceu denúncia criminal contra um homem de 31 anos pelos crimes de tortura na modalidade castigo e dois acusações de lesão corporal qualificada. Os ilícitos foram cometidos no contexto de violência doméstica e familiar contra os próprios filhos, duas crianças de 3 e 5 anos de idade.


O caso ganhou repercussão nacional no início de julho de 2026, após o acusado ser gravado por testemunhas enquanto desferia um chute no rosto e no tórax da filha caçula em plena via pública, no Bairro Industrial.


Castigo cruel e tortura física e psicológica


Conforme a denúncia apresentada pela promotora de Justiça Silvia Skaetta Donatti, entre os meses de junho e julho, o pai submetia as crianças a castigos físicos intensos na residência da família. O homem obrigava os filhos a permanecer ajoelhados sobre tampinhas de garrafa PET e grãos de pipoca e feijão.


A Promotoria ressalta que a prática gerava intenso sofrimento físico e mental, sendo agravada pelo caráter humilhante contra vítimas em fase de desenvolvimento infantil.


"A prática, além de causar dor acentuada, possui caráter humilhante e intimidatório, potencializando o sofrimento psíquico das vítimas", destaca o MPPR na ação legal.



Histórico de agressões com madeira e em via pública

A investigação do MPPR reuniu provas de múltiplos episódios de violência praticados pelo genitor:


  • Agressão com madeira (2 de julho de 2026): Por volta do meio-dia, na casa da família, o homem agrediu o filho de 5 anos com um pedaço de madeira, causando lesões graves no rosto da criança, comprovadas por exames e fotografias anexadas ao processo;


  • Agresso na rua (5 de julho de 2026): No final da manhã, enquanto caminhava com as crianças, o pai desferiu um chute no rosto da menina de 3 anos, fazendo com que a garota caísse ao chão com sangramentos.


Manutenção da prisão preventiva


Na peça acusatória, a 1ª Promotoria de Justiça solicitou à Justiça a manutenção da prisão preventiva do denunciado. O homem segue custodiado na carceragem da 19ª Subdivisão Policial (SDP) de Francisco Beltrão, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

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