O Ministério Público analisou extratos bancários, relatórios e documentos da Prefeitura de Londrina e identificou possíveis irregularidades na movimentação de recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente.
Segundo o parecer, mais de R$ 15 milhões teriam sido retirados do fundo, sendo que pelo menos R$ 8 milhões foram destinados à Secretaria de Educação.
A investigação teve início após denúncia do Conselho Municipal do Meio Ambiente, que levou o caso ao Ministério Público.
A Prefeitura justificou a transferência com base em uma emenda constitucional aprovada em 2025, que permitiria o uso de superávits de fundos públicos para outras áreas, como saúde e educação.
No entanto, o Ministério Público concluiu que essa regra não se aplica ao Fundo Municipal do Meio Ambiente, que possui destinação específica e vinculada.
Para o órgão, qualquer alteração no uso dos recursos deveria ter passado pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente, o que não ocorreu.
O parecer também aponta indícios de improbidade administrativa e afirma que os valores não poderiam ser considerados livremente disponíveis para outras finalidades.
Agora, a Promotoria segue apurando o valor exato retirado do fundo para avaliar eventual responsabilização e possível devolução dos recursos.
Em nota, a Prefeitura de Londrina informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a instauração do procedimento administrativo.