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Oguido explica voto contra CEI do Fundo do Ambiente

14 jul 2026 às 14:52

Em entrevista concedida na tarde desta terça-feira (14) ao programa Tempo Quente, apresentado pelo jornalista Rodrigo Marine, o vereador Marcelo Oguido (PL) detalhou os motivos técnicos e políticos que o levaram a votar contra a continuidade do pedido de abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) na Câmara Municipal. A comissão visava investigar a transferência de aproximadamente R$ 20 milhões do FMMA (Fundo Municipal do Meio Ambiente) para o custeio emergencial da pasta de Educação.


O parlamentar explicou que, inicialmente, votou de forma favorável à tramitação do requerimento de urgência por prezar pela transparência pública. Contudo, após se aprofundar na análise técnica dos processos e conversar diretamente com secretários municipais, mudou de posicionamento no plenário.


Justificativa técnica e foco na Educação


De acordo com Marcelo Oguido, a transferência de recursos atendeu a uma situação de extrema urgência da rede pública de ensino de Londrina e possui respaldo jurídico.


"Eu analisei e me aprofundei em todos os processos. Fui totalmente técnico e com o coração tranquilo. A Constituição é o órgão maior, está na Constituição. No ano passado [2025] foi autorizado isso, e para dar esse voto de crédito eu me posicionei contra a continuidade da investigação", afirmou o vereador.


Oguido argumentou que o remanejamento da sobra financeira do fundo ambiental para a Educação garantiu a manutenção de serviços essenciais nas escolas municipais no momento de crise orçamentária. Ele relatou, inclusive, ter sido abordado por familiares de professores municipais que agradeceram pela destinação dos recursos, apontando que a verba "salvou milhares de crianças" de ficarem sem atendimento escolar adequado.


Alerta sobre a saúde financeira do município


Apesar de defender a legalidade e a necessidade social da medida de remanejamento, o vereador concordou que a prática de "tirar dinheiro de uma área para cobrir outra" acende um sinal de alerta sobre as contas públicas.


Para Oguido, a administração municipal precisa otimizar suas projeções de receitas e despesas para evitar a dependência de saques emergenciais de fundos setoriais.


"A saúde financeira da Prefeitura tem que rever e tem que fazer esse planejamento para não ter esses problemas", alertou.


O parlamentar concluiu reforçando que o caso continua sob a fiscalização dos órgãos competentes. Ele protocolou novos pedidos oficiais de informação ao Executivo e pontuou que o MPPR (Ministério Público do Paraná) acompanha a situação de perto, tendo emitido recomendação administrativa para a devolução futura dos valores ao Fundo do Meio Ambiente.

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