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Operação Clear Sky investiga policiais suspeitos de cobrar propina e desviar cargas

28 mai 2026 às 10:37

As investigações começaram após relatos de motoristas e compristas que afirmaram terem sido abordados por policiais na região Oeste do Paraná.


Segundo os depoimentos, durante as abordagens eram cobrados valores em dinheiro para que as vítimas fossem liberadas e pudessem seguir viagem, principalmente transportando mercadorias vindas do Paraguai.


As denúncias chegaram ao setor de inteligência do 6º Batalhão da Polícia Militar, que iniciou um relatório detalhado sobre as suspeitas e acionou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco.


Nesta quinta-feira (28), a operação foi deflagrada com cumprimento de mandados em Cascavel, Vera Cruz do Oeste e Céu Azul.


De acordo com o Ministério Público, os policiais investigados atuavam principalmente em abordagens a compristas e motoristas na BR-277 e também em estradas rurais da região de fronteira.


As investigações, que duraram cerca de um ano e meio, apontam que o esquema criminoso teria se tornado cada vez mais sofisticado ao longo do tempo.


Segundo o Gaeco, os suspeitos instalaram câmeras para monitorar a movimentação de pessoas e veículos na região da aduana entre Brasil e Paraguai.


Além disso, drones também teriam sido utilizados para acompanhar o fluxo de veículos nas estradas e rodovias do Oeste paranaense, auxiliando na atuação do grupo.


As apurações indicam ainda que propriedades rurais eram usadas para dar suporte às atividades criminosas investigadas.


Conforme o Ministério Público, outras irregularidades também foram identificadas durante as investigações. Entre elas, o suposto uso de carros e equipamentos da Polícia Militar em uma viagem até o estado da Bahia.


Agora, o trabalho das equipes se concentra na análise do material apreendido durante a operação, além da identificação de possíveis outros envolvidos e do rastreamento da movimentação financeira ligada aos suspeitos.


A operação envolve nove policiais militares, um policial civil e ainda um homem apontado como colaborador do esquema.

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