O clima promete ser de tensão na Câmara de Vereadores de Cascavel nesta semana. Depois de uma sessão marcada por polêmicas e movimentações nos bastidores, o Legislativo deve analisar os próximos passos de uma denúncia que pode resultar na abertura de um processo de cassação contra o vereador Dr. Lauri.
A situação veio à tona logo após a última sessão, quando o vereador Fão do Bolsonaro utilizou a tribuna para apresentar uma denúncia contra o parlamentar. Segundo ele, um assessor especial ligado ao gabinete de Lauri estaria exercendo atividades particulares durante o horário de expediente na Câmara, o que poderia configurar irregularidade.
Durante o pronunciamento, Fão afirmou que reuniu informações e buscou o apoio do vereador Policial Madril, que passou a acompanhar o caso e foi indicado como testemunha da denúncia.
Em entrevista, Madril relatou que foi procurado por Fão no dia 2 de junho, quando recebeu informações sobre a suspeita. Segundo ele, após acompanhar a situação, teria constatado que o servidor estaria realizando um trabalho fora das atribuições do cargo no período em que deveria estar cumprindo expediente no Legislativo.
O pedido de cassação já chegou à presidência da Câmara. O presidente interino, Serginho Ribeiro, realizou reuniões para discutir os procedimentos internos e os próximos encaminhamentos.
A denúncia deve ser lida em plenário e, posteriormente, encaminhada ao setor jurídico da Casa, que fará a análise inicial sobre a legalidade e os procedimentos necessários. Caso tenha continuidade, o processo poderá passar pela Comissão de Ética antes de uma eventual apreciação pelos vereadores.
Além da denúncia envolvendo o gabinete de Dr. Lauri, a Câmara também enfrenta outro problema relacionado a possíveis irregularidades na compra de peças para impressoras utilizadas pelo Legislativo. Um relatório apontou que fotocondutores entregues como produtos originais seriam falsificados. A Câmara avalia medidas administrativas e busca ressarcimento pelos prejuízos.