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PF prende suspeita e resgata oito mulheres em nova fase da Operação Falsa Promessa

01 jun 2026 às 09:34

A Polícia Federal deflagrou, na tarde de sexta-feira (29), a segunda fase da Operação Falsa Promessa nos municípios de Santa Helena e Entre Rios do Oeste, no Oeste do Paraná. A ação teve como alvo um grupo investigado por aliciar mulheres estrangeiras para exploração sexual em estabelecimentos da região.


Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no distrito de São Clemente, em Santa Helena, além de um mandado de prisão preventiva. Também foram executadas ordens judiciais de interdição cautelar de três estabelecimentos comerciais localizados em São Clemente e em Entre Rios do Oeste.


A mulher presa é apontada pela investigação como uma das principais responsáveis pelos locais utilizados para a exploração das vítimas. Ela estava detida na Delegacia da Polícia Civil de Santa Helena e foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.


Segundo a PF, o grupo criminoso atraía mulheres estrangeiras em situação de vulnerabilidade, principalmente paraguaias e argentinas, por meio de falsas promessas. Ao chegarem ao Brasil, as vítimas passariam a ser submetidas a dívidas fraudulentas, intimidações, restrições de liberdade e retenção de documentos pessoais.


As investigações também apontam indícios de apropriação integral ou parcial dos valores obtidos nos programas sexuais realizados pelas vítimas. Além disso, os policiais identificaram a retenção de documentos de identidade, inclusive de uma criança.


A segunda fase da operação foi desencadeada após a Polícia Federal identificar que as mulheres estariam sendo transferidas entre os estabelecimentos investigados, numa tentativa de dificultar a localização e eventual resgate das vítimas.


Durante as diligências, foram resgatadas oito mulheres paraguaias e três crianças, incluindo uma bebê de colo. As três casas investigadas foram fechadas e interditadas por determinação judicial.


De acordo com a Polícia Federal, quatro mulheres optaram por permanecer no Brasil e ingressar em programas de acolhimento. As demais decidiram retornar ao Paraguai, com apoio do consulado para viabilizar o retorno ao país de origem.


A investigação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso e aprofundar a apuração dos crimes relacionados à exploração sexual e ao tráfico de pessoas.

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