A história de Foz do Iguaçu também pode ser contada à mesa. Um projeto desenvolvido pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) está percorrendo diferentes regiões da cidade para resgatar receitas de família e transformar esses sabores em um livro que preserve a memória gastronômica do município.
São pratos preparados há décadas, que atravessam gerações e carregam muito mais do que ingredientes. Cada receita guarda lembranças, tradições e histórias de famílias que ajudaram a construir a identidade da cidade.
A proposta do projeto é visitar bairros e comunidades para encontrar essas histórias. Em cada encontro, moradores compartilham receitas, modos de preparo e as lembranças que envolvem cada prato.
Todo esse material será organizado em uma publicação, formando uma espécie de mapa dos sabores de Foz do Iguaçu.
Entre as receitas já registradas está o vori vori, uma sopa tradicional da culinária paraguaia preparada por Carmen. Para ela, o prato representa uma ligação com a infância e com os momentos vividos ao lado da família.
Mais do que uma receita, o vori vori representa a influência da cultura paraguaia na formação da identidade de Foz do Iguaçu, uma cidade marcada pela presença de diferentes povos e pela mistura de costumes.
Formada por brasileiros, paraguaios, argentinos e moradores de diversas outras nacionalidades, Foz reúne uma grande diversidade cultural, que também aparece na culinária. Cada prato encontrado pelo projeto ajuda a contar uma parte dessa história.
A intenção do IFPR é preservar justamente essa memória afetiva: os sabores que passam de geração em geração e mantêm vivas as tradições familiares.
No fim, o principal ingrediente desse livro não será apenas a farinha, a cebola ou o frango caipira. Serão as histórias, os costumes e as lembranças que ajudam a explicar quem são os moradores de Foz do Iguaçu e como a cidade foi construída ao longo dos anos.