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Seminário debate combate ao trabalho infantil em Cascavel

09 jun 2026 às 12:39

Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, Cascavel promoveu ações de conscientização para chamar a atenção da população sobre a necessidade de proteger crianças e adolescentes de situações de exploração.


Embora muitas pessoas associem o trabalho infantil apenas aos casos mais graves, a realidade mostra que o problema está presente em diferentes contextos e pode afetar diretamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes. O tema foi discutido durante um evento promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que reuniu profissionais e representantes da rede de proteção.


Durante a atividade, foram apresentados os impactos que o trabalho infantil pode causar ao longo da vida. Além de comprometer a infância e a adolescência, a exploração precoce pode gerar prejuízos físicos, emocionais, educacionais e sociais que se estendem até a vida adulta.


Dados apresentados durante o encontro apontam que o Paraná registrou mais de 75 mil casos de trabalho infantil em 2025, envolvendo crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos. O número coloca o estado entre os que mais registraram ocorrências no país.


Em Cascavel, o problema também está presente. Somente em 2025 foram identificados 26 casos de crianças em situação de trabalho infantil. Neste ano, novos registros continuam sendo acompanhados pelos órgãos responsáveis.


A campanha busca reforçar que o combate ao trabalho infantil não é responsabilidade apenas do poder público, mas de toda a sociedade. A orientação é que qualquer suspeita de exploração seja denunciada aos canais competentes para que a rede de proteção possa atuar.


Segundo os organizadores da ação, a conscientização é uma ferramenta fundamental para garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos preservados, com acesso à educação, ao lazer e ao desenvolvimento adequado para cada fase da vida. Somente com o envolvimento da comunidade é possível identificar situações de vulnerabilidade e interromper ciclos de exploração que ainda afetam milhares de famílias em todo o país.

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