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Um ano após queda de energia matar 50 mil peixes, família ainda espera ressarcimento

06 mar 2026 às 13:02
Por: Portal Tarobá

A falta de energia elétrica continua sendo motivo de preocupação para produtores rurais. Em Cascavel, uma família relembra um episódio que marcou a história do pesqueiro: há exatamente um ano, uma queda no fornecimento de luz provocou a morte de mais de 50 mil peixes. O prejuízo foi enorme e, desde então, os proprietários tentam se reerguer enquanto aguardam um posicionamento da Copel sobre o ressarcimento.


Hoje os açudes voltaram a ter vida, mas a lembrança daquela madrugada ainda pesa. Simone observa os tanques onde nadam as primeiras remessas de peixes criadas após o episódio registrado em 6 de março de 2025. Na época, em vez da água agitada pela movimentação dos animais, o cenário era de milhares de tilápias mortas boiando na superfície.


Segundo a família, mais de 50 mil peixes morreram após a interrupção no fornecimento de energia. Desde então, a rotina passou a ser marcada pela apreensão.


Sérgio, que também trabalha no pesqueiro, costuma cuidar do turno da madrugada — justamente o período em que o receio de novas quedas de energia é maior. O medo é que um novo apagão comprometa novamente a produção.


A criação de peixes exige tempo e paciência. Uma tilápia leva, em média, oito meses para atingir o peso ideal para comercialização em frigoríficos. Os peixes criados atualmente ainda estão no meio desse processo, pesando entre 400 e 600 gramas.

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Depois da perda, foi necessário limpar os açudes, repovoar os tanques e reiniciar todo o ciclo de produção. Além de reconstruir a atividade, a família tenta recuperar o investimento perdido naquela madrugada. Segundo Simone, até hoje não houve ressarcimento por parte da concessionária de energia.


O prejuízo financeiro e emocional ainda pesa sobre a família. Mesmo tentando retomar a produção, o sentimento é de tristeza e incerteza. Os proprietários afirmam que seguem trabalhando para manter o pesqueiro, mas pedem uma solução para um problema que, segundo eles, também afeta outros produtores da região.

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