Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Mundo

Dólar sobe e atinge R$ 5,52 com cautela diante de tensão geopolítica

A desvalorização do real ocorreu em meio ao fortalecimento da moeda americana no exterior em relação a divisas emergentes e de países exportadores de commodities
20 jun 2025 às 19:36
Por: Band - Estadão Conteúdo
Marcello Casal

O dólar ganhou força no mercado local ao longo da tarde desta sexta, 20, e fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,5249, após atingir a máxima de R$ 5,5274. A desvalorização do real ocorreu em meio ao fortalecimento da moeda americana no exterior em relação a divisas emergentes e de países exportadores de commodities, especialmente o peso mexicano. Apesar da alta de hoje, o dólar encerra a semana com perdas de 0,30%, o que leva a desvalorização acumulada em junho a 3,40%.


Os operadores não identificaram um gatilho específico para a alta do dólar nesta sexta-feira, mas mencionaram ajustes após o rali recente do real e uma postura mais defensiva por parte dos investidores na véspera do fim de semana. Há temores de escalada do conflito entre Irã e Israel, que trocaram acusações em reunião com o Conselho de Segurança da ONU. A Casa Branca informou, pela manhã, que Donald Trump tomará uma decisão sobre o envolvimento dos EUA nas "próximas duas semanas", informação reiterada pelo presidente americano à tarde. "Não podemos deixar o Irã ter arma nuclear", afirmou Trump.


De volta do feriado no Brasil (Corpus Christi) e nos Estados Unidos (Juneteenth), a liquidez foi bastante reduzida, o que deixou a formação da taxa de câmbio mais sujeita a operações pontuais. Principal termômetro do apetite por negócios, o contrato de dólar futuro para julho teve movimento bem abaixo da média para sextas-feiras.


"Estamos vendo um pequeno ajuste para cima do dólar, com aumento da aversão ao risco devido às questões geopolíticas", afirma a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, ressaltando que o real chegou a se apreciar mais cedo, refletindo o aumento do diferencial entre juros interno e externo, após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa Selic de 14,75% para 15% na última quarta-feira, 18.


De fato, o dólar à vista abriu em queda firme, com mínima nos primeiros negócios de R$ 5,4696, mas foi reduzindo as perdas ao longo da manhã até inverter o sinal no começo da tarde. Apesar da queda de hoje, o real se mantém bem posicionado, dizem analistas. A promessa do Copom de manter a taxa Selic elevada por um período prolongado estimula as operações de carry trade e encarece o carregamento de posições em dólar, afirmam analistas.

Outras notícias

Tarifa zero no transporte poderia ser novo Bolsa Família, diz estudo

Novo Desenrola começa a valer nesta terça-feira

Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação


"O Copom ressaltou que não hesitará em retomar o ciclo de alta caso o cenário se deteriore. Além disso, destacou que a política monetária deve permanecer contracionista por um período prolongado. Nesse ambiente, o real teve uma performance na semana melhor do que a média de seus pares", afirma a economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico.


Enquanto o dólar subiu em relação à maioria das divisas emergentes e de países exportadores de commodities, ele caiu em relação ao euro, levando o índice DXY a fechar em queda de 0,20%, na casa dos 98,700 pontos. Na semana, Dollar Index subiu quase 0,70%.


Na última quarta-feira, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros americana na faixa entre 4,25% e 4,50%, em comunicado considerado neutro. O presidente do BC americano, Jerome Powell, adotou um tom mais duro em entrevista coletiva após a decisão, ao alertar sobre o impacto inflacionário das tarifas de Donald Trump.


Dirigentes do Fed mostraram visões distintas hoje sobre o rumo da política monetária. O diretor Christopher Waller disse que a instituição está "em um bom lugar para começar a conversar sobre cortes de juros". Já o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, afirmou que não há pressa em afrouxar a política monetária, dado que o risco de repique da inflação em razão das tarifas comerciais não foi dissipado.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Desenrola busca conter inadimplência recorde em cenário de juros elevados

Economia
Imagem de destaque

Em meio à guerra no Irã, Brasil bate recorde de produção de petróleo

Economia

Lula assina Desenrola 2.0, libera FGTS e proíbe apostas em bets por um ano

Economia

Mercado eleva previsão da inflação para 4,89% este ano

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Jovem morre em grave acidente de moto na Avenida Europa, zona sul de Londrina

Cidade
Londrina e região

Motorista morre após acidente com caminhão entre Londrina e Tamarana, na PR-445

Cidade
Londrina e região

Polícia deve investigar se homicídio de influenciadora tem relação com duplo assassinato em Londrina

Cidade
Londrina e região

Homem não consegue terminar programa e ameaça mulher em casa de massagem na Vila Casoni

Paraná
Paraná

Paraná decreta emergência hídrica e restringe uso de água

Podcasts

Podcast PodGuest | EP 24 - Espiritualidade e Energia: Conexão e Proteção | Márcia Bernardes e Everton Coutinho

Café com Edu Granado | EP 75 | Empreendedorismo com Alma e Propósito | Taka

Podcast PodFala com a Tai | EP 13 | A Coragem de Cantar Solo | Rafa Fernandez

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.