Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais

Ministro diz que proposta não chegou a ser submetida ao presidente
10 fev 2026 às 14:32
Por: Agência Brasil
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã desta terça-feira (10), na capital paulista, que a atual situação econômica do Brasil já permite que o país comece a pensar em uma nova arquitetura para as despesas sociais, sugerindo uma fusão dos benefícios. Segundo ele, ainda não é um projeto de governo e nem chegou a ser submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas é um tema que já vem se tornando objeto de estudo.


“Olhando para o orçamento, talvez o Brasil esteja maduro para uma solução mais criativa”, admitiu o ministro, em entrevista durante o CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual. 


"Talvez nós estejamos numa situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista do dispêndio, sobretudo de natureza assistencial. A discussão sobre renda básica, por exemplo, vai nessa direção”, avaliou.


Haddad comparou a ideia de se construir uma nova arquitetura ao projeto do Bolsa Família, lançado por Lula em 2003, e que acabou unindo diversos outros programas existentes. 

Outras notícias

Déficit nas contas externas sobe para R$ 6 bi no mês de março

Apostas não financeiras em plataformas de previsões são proibidas

CMN libera linha de capital de giro a cooperativas de leite no Pronaf


“Será que não seria o caso de fazer o que o presidente Lula fez em 2003, quando estava cheio de programa e o Bolsa Família nasceu como o grande guarda-chuva, tornando-se um programa que ganhou o mundo e reputação, inclusive perante todos os especialistas e organismos internacionais?”, questionou o ministro.


Segundo Haddad, a ideia desse novo projeto não é diminuir o gasto, mas modernizar e tornar mais eficaz e sustentável os programas sociais. “Esse é o tipo de discussão que está sendo feita entre os técnicos, inclusive do Estado brasileiro, não necessariamente ligados ao governo, e que veem nessa conjuntura [econômica] uma oportunidade de repensar essa questão de uma forma mais moderna”.
 

Banco Central e Master

O ministro disse ser importante “cuidar do Banco Central”, porque ele “pode efetivamente contribuir muito, ou prejudicar muito, os governos e o país”.


“Eu sou muito atento a tudo que o Banco Central diz e faz", ressaltou Haddad.


Segundo o ministro, quando ele faz críticas à manutenção dos juros altos no país, é apenas uma reflexão sobre o assunto e não um comentário que poderia afetar a reputação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


"Quando eu digo que eu não vejo muita razão para o juro real continuar subindo como está, uma vez que a inflação está caindo e o juro nominal está estável em 15%, eu não estou querendo macular a reputação da autoridade, mas estou fazendo uma reflexão. Uma reflexão que qualquer pessoa pode fazer", explicou.


Haddad, inclusive, voltou a elogiar a atuação de Galípolo em relação às denúncias envolvendo o Banco Master. “O fato concreto é que o Banco Master, até 2024, teve um crescimento exponencial que foi estancado assim que o Galípolo tomou posse. Ele se deparou com uma situação muito preocupante em relação ao que se verificava ali”, afirmou. 


“Pior do que tudo, se descobriu uma fraude de R$ 12 bilhões. Diante disso, não havia muito o que fazer, à luz não apenas do patrimônio do próprio Master como do patrimônio do banco que comprou uma carteira fraudada”, acrescentou.


Para o ministro da Fazenda, as investigações dos órgãos competentes sobre o caso deverão apontar as responsabilidades pela gestão fraudulenta. “Como é que esse banco atingiu essa dimensão? Alguém vai responder como é que essa coisa chegou nesse patamar”.


Reforma tributária

Ainda durante a entrevista, o ministro fez elogios à reforma tributária, afirmando que após sua aprovação o país vai figurar entre os melhores sistemas tributários do mundo. Segundo ele, esse é o principal legado que vai deixar ao país por sua atuação como ministro da Fazenda.



"As pessoas ainda não têm condição de entender a profundidade da mudança que vai acontecer nos impostos sobre consumo no Brasil. Hoje nós temos um dos piores sistemas tributários do mundo atestado pelo Banco Mundial. A última avaliação nos colocava na posição 184 entre 190 países avaliados, uma posição vexaminosa. Mas eu acredito que nós vamos saltar para um dos melhores sistemas tributários do mundo”, avalia.


Haddad destacou que a nova avaliação deve ocorrer por causa do nível de “digitalização e transparência” que foram dadas à reforma tributária brasileira. 

“A reforma tributária vai entrar para a história, e eu acredito que, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, isso esteja já claro para todos nós”.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Lula: Parlamento Europeu errou ao acionar Justiça por acordo Mercosul-UE

Economia
Imagem de destaque

Consumo em supermercados cresce 1,92% no primeiro trimestre

Economia

Ibovespa cai e dólar fecha estável em dia de tensão externa

Economia

Brasil apresenta políticas para TV 3.0 em feira mundial de inovação

Mais Lidas

Cidade
Cascavel e região

Engavetamento entre quatro veículos deixa vítima grave e interdita BR-369

Brasil e mundo
Brasil

Ex-miss de 27 anos é morta a tiros pela sogra

Cidade
Londrina e região

Polícia encontra crianças abandonadas em casa com 12 kg de maconha em Londrina

Cidade
Londrina e região

Homem é filmado do lado de fora de sacada sem proteção na ZS; veja o vídeo

Cidade
Londrina e região

Novas imagens mostram piloto fugindo após acidente que vitimou jovem em Londrina

Podcasts

Podcast HONPAR + Saúde | EP 6 | 1º InTEA: Autismo em Evidência | Dr. Thiago Dutra

Podcast Sem Cerimônia | EP 2 | Logística e Legislação no Volante | Mayara Bispo

Podcast Corta Pra Elas | EP 8 | A Trajetória Estratégica de Gustavo Godoy

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.