Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Leilão da ANP tem 34 blocos arrematados, 19 na Foz do Amazonas

Ambientalistas criticam exploração de petróleo na Margem Equatorial
17 jun 2025 às 21:52
Por: Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil
Saulo Cruz/MME

O leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira (17) terminou com 34 blocos de exploração de petróleo arrematados nas bacias do Parecis, Foz do Amazonas, Santos e Pelotas: uma área de 28.359,55 quilômetros quadrados. No total, 172 áreas de exploração foram colocadas em leilão.


Nove empresas vencedoras — duas nacionais e sete estrangeiras — desembolsaram mais de R$ 989 milhões na aquisição dos blocos. A previsão de investimento mínimo na fase de exploração é de R$ 1,45 bilhão. A Petrobras foi um dos destaques, ao adquirir dez blocos na Bacia Foz do Amazonas e três blocos na Bacia de Pelotas, com desembolso de R$ 139 milhões.


A diretora-geral interina da ANP Patricia Baran destacou os resultados obtidos na chamada Margem Equatorial.


“Tivemos ágio de quase 3.000% em áreas da Margem Equatorial e concorrência em 7 dos 19 blocos arrematados. Esta foi a primeira vez que áreas dessa região foram ofertadas na modalidade de oferta permanente”, disse Patricia. “O resultado de hoje, na visão da ANP, foi bastante positivo, demonstrando a confiança dos investidores no potencial exploratório do Brasil”.


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a inclusão de áreas da Margem Equatorial, da Bacia do Parecis e da Bacia de Pelotas faz parte de uma estratégia de distribuição mais equilibrada da receita do setor de petróleo e gás.

Outras notícias

Petróleo desaba quase 5% após Trump anunciar cessar-fogo entre EUA e Irã

Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano

Produção de automóveis acumula 7,1% de aumento em relação a 2025


“Nós temos plenas condições de levar a riqueza do petróleo com muita responsabilidade para todas as regiões do Brasil. Estamos trabalhando para que o crescimento econômico seja acompanhado de inclusão social, compromisso ambiental e geração de empregos de qualidade em todas as partes do país”, disse o ministro.


Protestos


Lideranças indígenas do povo Tapayuna, de Mato Grosso, organizaram uma manifestação em frente ao Hotel Courtyard, no Rio de Janeiro, onde foi realizado o leilão. O jovem líder Yaiku Tapayuna disse que o leilão representa um ataque aos povos tradicionais.


“É um impacto que vai acontecer no nosso território. Nós, povos indígenas, somos contra porque é um lugar sagrado, não queremos essa exploração dentro do nosso território”, disse Yaiku.


A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) emitiu nota de repúdio ao leilão, em especial, o do Bloco 59, na costa do Amapá, próximo dos territórios quilombolas.


“Denunciamos a ausência de diálogo e a resistência das autoridades em escutar os quilombolas, bem como os demais povos que habitam as regiões impactadas. Essa negligência institucional configura racismo ambiental e estrutural, ao colocar comunidades negras rurais e seus territórios em risco, privilegiando interesses econômicos e grandes corporações”, diz trecho da nota da Conaq.


Pescadores e membros do Instituto Arayara fizeram um protesto na baía de Guanabara. Eles ergueram uma faixa com os dizeres: “Parem o Leilão do Juízo Final”, por entenderem que a exploração de petróleo ameaça o clima e as comunidades. O grupo defendeu que, em um ano de COP 30 no Brasil, o governo deveria interromper o que classificam como um grande risco ambiental.


O especialista em conservação e líder de transição energética do WWF-Brasil Ricardo Fujii disse que as autoridades e as petroleiras ignoram alertas científicos e riscos socioambientais.


“Estamos falando de uma das regiões mais sensíveis do planeta, onde vivem ecossistemas únicos como o grande sistema recifal amazônico e mais de 80% dos manguezais do país — berços da pesca, da segurança alimentar e do sustento de milhares de famílias. Em vez de liderar a transição energética, a Petrobras escolhe ampliar um portfólio de alto impacto e retorno incerto, colocando em risco o futuro climático do Brasil e do planeta”, disse Fujii.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

Economia
Imagem de destaque

TCU cria gratificação e salários que podem chegar a R$ 66 mil

Economia

Bancos terão expediente especial em dia de jogos do Brasil na Copa

Economia

Setor de serviços cresce 1,2% em abril, primeira alta em seis meses

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Policial é baleado e suspeito morre durante operação em Cambé

Brasil Urgente
Londrina e região

Operação prende três pessoas em oficina por golpe do pneu no Centro

Cidade
Londrina e região

AGORA: homem é encontrado morto com marcas de tiros na zona norte

Cidade
Londrina e região

Acidente deixa dois mortos no distrito de Guaravera, em Londrina

Cidade
Londrina e região

Frio ganha força e Londrina pode registrar mínima de 10°C

Podcasts

PodFala com a Tai | EP 17 | 17 anos de história, sucessos e pioneirismo no agro

Tá no Pod | EP 4 | Gestão Ratinho Junior | Ratinho Junior, Sandro Alex, Alexandre Curi

Governador, pré candidato ao Governo e presidente da Assembleia participam ao vivo da programação da Tarobá

Curiosidades com Ana Andrade | EP 3 | Busca por Validação e Amor Próprio | Michele Piccoli

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.