Economia

Prato feito sobe 5,4% e custa R$ 638 por mês ao trabalhador

12 jul 2026 às 16:31

Comer fora de casa está pesando cada vez mais no bolso da população brasileira. Ao longo do segundo trimestre deste ano, o preço médio do tradicional "prato feito" registrou uma alta de 5,4%, atingindo o valor de referência nacional de R$ 31,90 por refeição. O indicador, desenvolvido pelo núcleo de estudos econômicos da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) — instituição vinculada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP) —, monitora os preços da combinação mais popular das mesas do país: arroz, feijão, proteína, salada e guarnição.


O impacto no orçamento do cidadão é expressivo. Com o avanço de 7,2% acumulado desde o início do ano, o trabalhador que precisa almoçar em restaurantes todos os dias úteis do mês passou a desembolsar, em média, R$ 638 apenas com essa refeição básica. O cenário reflete uma forte pressão do custo de vida que atinge simultaneamente o bolso dos consumidores e as planilhas dos empresários do setor de alimentação.


Fatores além da comida


A alta constatada nas gôndolas e balcões não decorre apenas do encarecimento dos alimentos em si, mas sim de um efeito cascata que engloba o reajuste dos aluguéis comerciais, o aumento nas tarifas de energia elétrica, os dissídios salariais dos funcionários, os custos logísticos de transporte, além da carga tributária e das elevadas taxas de juros, sem desconsiderar a necessária margem de lucro do comerciante.


O indicador foi desenhado pela FAC-SP para traduzir os índices tradicionais de inflação por meio de um produto de consumo diário, facilitando a compreensão do poder de compra pela sociedade. Para conferir maior solidez e representatividade nacional aos dados deste segundo trimestre, o levantamento utilizou a maior base amostral de sua série histórica, consolidando 887 observações válidas em todo o território nacional.

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