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Entenda por que o Grupo City foi inspiração para o Londrina voltar à Série B

Time paranaense virou SAF de uma rede multiclubes e chegará bem diferente para a segunda divisão
25 out 2025 às 13:10
Por: Band

O Londrina disputará a final da Série C contra a Ponte Preta, neste sábado (25), com transmissão do Band.com.br. Mas o acesso para a Série B já está garantido e foi conquistado graças a uma inspiração que veio do Grupo City.


Tudo começou quando Guilherme Bellintani convenceu o Grupo City a investir no Bahia. Ele era presidente do Tricolor e participou de toda transição. E então surgiu a ideia de fazer um "Grupo City do Brasil", ou seja, a primeira rede multiclubes do país. Foi assim que surgiu a Squadra, que é dona do Londrina e foi responsável pela boa campanha de 2025.


Atualmente a Squadra gerencia o futebol de de 5 times: Londrina-PR, Linense-SP, Ypiranga-BA, Conquista-BA e VF4-PB. Os dois primeiros buscam resultados esportivos. Os outros três serão focados só na formação de jogadores.


Foco no Londrina  


A compra do Londrina aconteceu em 2024. O Tubarão quase subiu para a Série B no ano passado, mas a Squadra entende que era um período de transição, o "ano zero". Agora, no primeiro ano de gestão consolidada, o Londrina já subiu.

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Uma mudança importante no modelo de gestão aconteceu durante a Série C de 2025: quando o CEO Paulo Assis pediu para sair, porque recebeu proposta do América-MG, Bellintani fez um movimento ousado - contrato Armando Chekerdemian, que não tinha experiência no futebol, para ser o novo CEO.


O objetivo ficou claro desde o começo: Armando, apesar de gostar de esportes, ficaria focado só na parte administrativa. A gestão do futebol ficaria com o executivo Lucas Magalhães e o ex-técnico Dado Cavalcanti, que é diretor técnico da Squadra desde 2024.


Armando explica como esse movimento ajudou o Londrina: "Foi uma sacada bacana do Guilherme Bellintani de segregar as atividades. Ele tem uma visão de que o futebol não é muito diferente de nenhuma outra empresa. Tem procedimentos, finanças e todas questões que envolvem os outros negócios. E ele me trouxe para cuidar dessa parte, sem que eu me envolva na parte técnica do futebol, porque obviamente eu não tenho esse conhecimento".


Armando contou que encontrou a parte administrativa bem organizada, mas entende que existem melhorias para fazer - ainda mais agora, com o acesso: "Eu acho que a nossa equipe ainda é um pouco enxuta, por isso às vezes atrasa um pouquinho o nosso trabalho e a nossa condição de executar na velocidade que a gente gostaria. Mas acho que essa parte da organização financeira já tinha sido bem adiantada antes de eu chegar".


Como o Grupo City influencia o Londrina


Armando explica que o Londrina está dentro de uma "plataforma" que distribui os jogadores de acordo com o desempenho de cada um, assim como acontece no Grupo City - vide o caso do brasileiro Savinho, que se destacou em outro time do grupo, Granada, antes de se firmar no Manchester City.


"O Bellintani agrega bastante a experiência para a gente ir trocando os jogadores dentro das diversas plataformas do grupo, conforme a performance. Tem jogadores que sobem ou descem degraus conforme a performance, para que esteja sempre exposto em uma condição que têm no momento. Conforme ele performa melhor, vai se promovendo para ter maior exposição possível", conta o CEO.


Outra vantagem da rede multiclubes, segundo Armando, é possibilidade de buscar talentos espalhados pelo Brasil com mais eficiência: "Estando em Londrina, é muito mais difícil da gente conseguir captar um jogador na Paraíba. Mas tendo um clube na região, a gente está muito mais próximo. Tem olheiros, tem o staff, tem o scout e tem todo mundo para o relacionamento. É uma coisa muito forte para alavancar toda essa plataforma".


O que precisa ser feito agora


O projeto do Londrina é de longo prazo. Neste momento, ele não dá lucro, então a Squadra precisa aportar dinheiro para que o clube funcione - em 2025, o gasto total do Londrina estava estimado em R$ 15 milhões. A receita deve totalizar R$ 7 milhões, segundo Bellintani. Então o grupo terá que colocar cerca de R$ 8 milhões.


Em 2026, esse valor de aporte vai crescer, pois a Squadra construirá um novo Centro de Treinamento. O investimento total previsto é R$ 17 milhões, que será alcançado com capital próprio, financiamento e possíveis novos investidores.


A primeira parte deve ficar pronta no 2º semestre de 2026, mas depois acontecerão outras entregas, como explica Armando: "essa primeira fase vai ser composta por 2 campos e um prédio do futebol, que vai ter academia, departamento médico, físico, vestiário, profissional, base, área de trabalho para os técnicos e refeitório. Depois a gente tem mais duas fases, onde vão ser mais dois campos por fase. A segunda fase tem um prédio administrativo, e a terceira fase vai ter um alojamento. A entrega total será em 6 anos".


Outras melhorias do Londrina devem acontecer no relacionamento com o torcedor. A SAF já acertou ao mudar o local dos jogos - saiu do Estádio do Café e investiu em melhorias do Estádio VGD, que fica melhor localizado e tem um campo mais perto da torcida.


Ainda assim, Armando entende que ainda dá para evoluir nessa área: “O tamanho do projeto vai ser proporcional ao acolhimento que a cidade de Londrina proporcionar. Mas claro que o primeiro passo tem que ser nosso. Temos que proporcionar boas condições e uma boa experiência para eles no estádio, com uma equipe competitiva, para que eles mantenham o interesse. Sem eles não tem engajamento, não tem interesse de patrocínio e não tem exposição. Podemos melhorar a experiência no estádio, a experiência de um sócio-torcedor bem estruturado, que proporciona diferenciais para o torcedor, camisas bacanas, de qualidade boa, bonitas, que o cara tenha vontade de usar no dia a dia dele. Tudo isso vai engajando e vai trazendo o torcedor para perto da gente. Acho que a experiência no VGD é muito bacana, mas tem muita coisa a melhorar”.



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