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Moraes cobra explicações sobre uso de celular em visita de Nikolas Ferreira a Bolsonaro

A visita, que ocorreu em 21 de novembro, deveria seguir as regras já impostas judicialmente, incluindo a proibição de portar e usar celulares
26 nov 2025 às 15:50
Por: Band
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quarta-feira (26), que a defesa de Jair Bolsonaro esclareça, em até 24 horas, o uso de celular durante uma visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao ex-presidente, então em prisão domiciliar.


A visita, que ocorreu em 21 de novembro, deveria seguir as regras já impostas judicialmente, incluindo a proibição de portar e usar celulares.


No último domingo (23), a deputada Erika Hilton (Psol-SP) enviou ao ministro uma notícia crime contra Nikolas. Ela relatou que, conforme imagens divulgadas pela TV Globo, o parlamentar foi flagrado usando o próprio aparelho celular durante a visita na residência de Jair Bolsonaro, onde ele cumpria prisão cautelar domiciliar. 


Erika Hilton alegou que o uso de celular, nestas condições, desobedece a decisão da petição que, entre outras medidas cautelares, proibiu o uso de celulares por terceiros, na presença do ex-presidente.


O outro lado

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Em sua rede social, Nikolas Ferreira se defendeu sobre o possível descumprimento da lei ao fazer uso de celular ao lado do ex-presidente, durante prisão domiciliar,


O parlamentar alegou que "não houve comunicação prévia de qualquer restrição ao uso de celular, nem por parte do Judiciário, nem pelos agentes responsáveis pela fiscalização, durante a visita".


Na nota de esclarecimento sobre o episódio da visita ao ex-presidente, ele classificou o uso do drone para filmar a residência do ex-presidente como uma "invasão grave de privacidade" em um "ambiente privado". Nikolas Ferreira afirma que a atitude é "totalmente incompatível com qualquer padrão mínimo de ética jornalística".


Por fim, diz que o episódio revela mais sobre a "conduta invasiva da emissora" do que sobre a conduta de quem foi filmado, segundo o parlamentar, clandestinamente.


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