Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

PL fecha apoio a Moro para governo e mira palanque para Flávio no Paraná

Cúpula bolsonarista busca resolver a falta de palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Estado
18 mar 2026 às 17:18
Por: Band
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Partido Liberal (PL) fechou apoio à pré-candidatura do senador Sergio Moro (União-PR) ao governo do Paraná, em reunião realizada nesta quarta-feira (18), na sede nacional da sigla, com a presença do presidente do partido, Valdemar Costa Neto.


Com o acerto, a cúpula bolsonarista busca resolver a falta de palanque para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Estado. O governador Ratinho Junior (PSD) pretende disputar a Presidência da República e tende a apoiar o próprio grupo político.


“Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente”, afirmou Valdemar, após o encontro com o ex-juiz da Lava Jato.


Moro deve se reunir ainda nesta quarta-feira com a federação de seu partido, a União Progressista (União-PP), para tratar da candidatura ao governo. Segundo dirigentes, o plano B, caso ele não consiga legenda pela federação, é a filiação ao PL.


Valdemar disse que a filiação ao PL não foi definida na conversa, mas indicou que a hipótese segue aberta. “Ele vai conversar agora para ver o que é melhor para ele. (...) E talvez com o 22 o Moro ganhe a eleição no primeiro turno, agora precisa ver se ele vem para o partido ou não”, declarou. Na saída, Moro evitou falar com a imprensa.


Veto no PP do Paraná e impasse na federação

Moro enfrenta resistência dentro da própria sigla para disputar a sucessão de Ratinho. Em dezembro, o diretório do PP no Paraná decidiu por unanimidade vetar o nome do senador para o governo do Estado pela federação União-PP.

Na ocasião, Moro, que lidera pesquisas de intenção de voto no Paraná, classificou a decisão como uma “imposição arbitrária”. O movimento expôs a divisão interna e tornou mais incerta a sua candidatura pelo atual partido.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), participou da reunião em Curitiba que consolidou o veto. “O partido no Paraná não irá homologar o nome do candidato Moro. Dos 27 Estados, este é o mais importante diretório, mas é o único que ainda está tendo essa discussão”, afirmou à época.

Relação com Ratinho e disputa presidencial

Apesar do apoio a Moro, Valdemar Costa Neto negou que o movimento represente um rompimento com o grupo de Ratinho no Paraná. “Não rompemos nada. O Ratinho mora no meu coração. Mas acontece que ele vai sair candidato a presidente, e daí vamos fazer zero voto no Paraná?”, questionou o dirigente.

A conversa entre Valdemar e Moro ocorreu uma semana depois de o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), se encontrar com Ratinho para pedir apoio à candidatura presidencial do PL. O governador, porém, é um dos nomes cotados internamente no PSD para disputar o Palácio do Planalto.

Além de Ratinho Junior, os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) disputam espaço dentro do PSD para se viabilizar como presidenciáveis. Segundo aliados de Ratinho, ele respondeu a Marinho que o partido ainda não definiu quem será o candidato e que não poderia se comprometer em nome da sigla. Os dois combinaram retomar a conversa até o fim de março.

Rusgas em Curitiba nas eleições de 2024

Aliados de Ratinho relatam que o governador pretende expor a Flávio Bolsonaro o incômodo causado pela atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições municipais de 2024 em Curitiba. Na ocasião, PSD e PL tinham um acordo para que os liberais indicassem o vice na chapa do candidato à prefeitura Eduardo Pimentel (PSD), apoiado por Ratinho.

Embora o PL tivesse escolhido o bolsonarista Paulo Martins para o posto, Bolsonaro decidiu apoiar a jornalista Cristina Graeml (então no PMB, hoje no União Brasil), adversária de Pimentel. O gesto irritou o grupo de Ratinho e foi apontado como decisivo para levar Graeml ao segundo turno, apesar da derrota final.

O apoio público de Bolsonaro à candidata às vésperas do primeiro turno surpreendeu o próprio PL e aprofundou o desgaste com o PSD paranaense. Lideranças locais agora defendem cautela e querem evitar novo atrito na eleição de 2026, em meio à disputa por palanques presidenciais no Estado.

Com informações do Estadão Conteúdo

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

Política
Imagem de destaque

Samarco reabre programa de indenizações por 45 dias

ELEIÇÕES 2026

TSE faz novos testes de segurança na urna eletrônica

ELEIÇÕES 2026

Genial/Quaest: Lula lidera 1º turno e tem empate técnico com Flávio no 2º

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Foragido por estupro de vulnerável morre em confronto com o Choque

Cidade
Londrina e região

Mulher atropelada por ônibus em Londrina recebe alta sem fraturas

Cidade
Londrina e região

Palmeiras desembarca em Londrina e mobiliza torcedores

Cidade
Londrina e região

Bombeiros arrombam porta e encontram idoso morto na zona leste

Política
Brasil

Governo e Câmara fecham acordo para fim da escala 6x1

Podcasts

Café com Edu Granado | EP 78 | Escola de Bombeiros | 1°Ten. Amaral, 2°Sgt. Vasconcelos, Cb. Orlandini

Falando de Gestão | EP 58 | Londrina: Raízes e Evolução | Dr. José Luis Pascual Filho

Café com Edu Granado | EP 77 | Gestão, Inovação e Conexão na Areia | Thiago Leme

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.