Política

Polícia legislativa proíbe bandeira LGBTQIA+ em gramado do Congresso

29 jun 2026 às 15:00

Policiais legislativos da Câmara dos Deputados proibiram ativistas de estender a bandeira do movimento LGBTQIA+ no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, neste domingo (28). O episódio ocorreu no Dia Internacional do Orgulho.


A bandeira com as cores do arco-íris, de aproximadamente 50 metros de comprimento, foi levada por cerca de 20 pessoas para um ato pacífico. Segundo o ativista Michel Platini, o grupo chegou ao local antes das 10h e, assim que abriu o tecido, os policiais se aproximaram em viaturas.


"Nós nos ajoelhamos e mostramos que estávamos desarmados e que não haveria confronto", disse Platini, que explicou aos agentes o significado do símbolo para a comunidade.


Questionamento sobre autorização

De acordo com Platini, os policiais legislativos alegaram falta de autorização para o ato. Os manifestantes contestam a versão e afirmam que informaram os órgãos competentes com mais de 24 horas de antecedência, tendo formalizado o pedido na última semana.


Os organizadores criticaram a rigidez da abordagem ao compará-la com falhas de segurança ocorridas no passado na Esplanada dos Ministérios, e classificaram a obstrução como injustificada.


Representação e pedido de explicações


O Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal pretendem protocolar uma representação na Câmara dos Deputados para pedir a investigação da conduta da equipe policial.


O designer Rafael Lira, de 39 anos, que participava do ato, relatou que o grupo ficou assustado com a chegada das viaturas. O deputado distrital Fábio Felix (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, tomou conhecimento do caso e informou que pedirá esclarecimentos formais sobre a abordagem.


A assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados foi procurada para se manifestar sobre a atuação da Polícia Legislativa, mas não enviou retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação do órgão.

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