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Doenças negligenciadas persistem no Brasil e são ligadas à pobreza, alerta infectologista

Apesar de frequentes, enfermidades como Chagas e Hanseníase recebem pouca atenção; falta de saneamento básico e acesso tardio à saúde são as principais causas
01 dez 2025 às 16:20
Por: Portal Tarobá

O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta a persistência de diversas doenças negligenciadas em praticamente todos os municípios brasileiros. Essas doenças são frequentemente ligadas à pobreza e à vulnerabilidade social.


O infectologista Almir Conrrado explicou que "doenças negligenciadas" são aquelas que, longe de serem raras, são muito frequentes, mas que, por afetarem a população mais pobre, recebem menor atenção do governo em termos de diagnóstico e tratamento.


Exemplos e Causas da Persistência

Ao contrário do que se pensa, algumas doenças que parecem ter desaparecido ainda registram muitos casos novos e deixam sequelas graves em pacientes mais antigos.


Exemplos: Tuberculose, Doença de Chagas, Leishmaniose, Hanseníase e Esquistossomose.

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Percepção de Desaparecimento: Doenças como a Doença de Chagas, que eram mais incidentes no passado, ainda têm consequências graves, mas há uma falsa impressão de que acabaram.


O médico citou os principais fatores para a proliferação dessas doenças, como baixas taxas de saneamento básico, locais com clima mais quente e com mais chuvas, além da baixa taxa de acesso à saúde, que leva ao diagnóstico e tratamento tardios, aumentando as sequelas e a transmissão.


Barreira do Acesso à Saúde e o Autocuidado

A maior barreira para o combate a essas doenças é o acesso fácil e frequente a serviços de saúde em populações vulneráveis. Muitas cidades têm poucos postos de saúde, e a população desiste de procurar atendimento devido à dificuldade de agendamento.


O diagnóstico precoce, muitas vezes, é feito por meio de um simples exame físico, clínico ou um hemograma.


A importância do autocuidado:

O Dr. Conrado alertou que o paciente não deve se negligenciar. No caso da Hanseníase, por exemplo, a mancha de pele que não dói muitas vezes é ignorada, e o paciente deixa de procurar ajuda, agravando as sequelas.


O infectologista também alertou sobre o risco da desinformação, que se ampliou com a internet, citando movimentos antivacina e tratamentos sem comprovação. Ele orientou a população a buscar fontes confiáveis.

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