A CML (Câmara Municipal de Londrina) marcou para a próxima sexta-feira, dia 26 de junho de 2026, às 9 horas, a sessão de julgamento da vereadora Anne Moraes. A parlamentar responde a um processo instaurado por uma comissão processante sob a acusação de quebra de decoro parlamentar. A denúncia aponta que a vereadora teria utilizado profissionais da advocacia lotados em sua própria assessoria, dentro da estrutura do Legislativo, para defendê-la em ações judiciais de cunho particular e sem relação com as atividades do mandato.
O rito da sessão seguirá as determinações estabelecidas no regimento interno da instituição. Caso o parecer da comissão processante pela responsabilização atinja o quórum qualificado exigido por lei para a perda do mandato, a Mesa Diretora da CML deverá tomar as providências administrativas imediatas para a convocação oficial do suplente da respectiva legenda partidária para assumir a cadeira na legislatura.
O histórico do Legislativo londrinense nos últimos dez anos registra a realização de quatro sessões de julgamento de vereadores em plenário, resultando em três absolvições e uma cassação de mandato. O único caso de destituição do cargo no período ocorreu no ano de 2017, quando o então vereador Emerson Petriv, conhecido como Bocaberta, foi cassado pelo placar de 14 votos a 5 sob a acusação de promover uma vaquinha virtual na internet para o pagamento de uma multa de natureza eleitoral.
Nos demais casos levados a julgamento plenário na última década, os parlamentares denunciados acabaram absolvidos. No ano de 2018, os vereadores Rony Alves e Mario Takahashi, que figuravam como réus no âmbito das investigações da Operação ZR3 (Zona Residencial 3) — que apurava um esquema de exigência de vantagens indevidas para a alteração de projetos de zoneamento urbano na cidade —, chegaram a ser afastados por determinação judicial, mas foram absolvidos no plenário por uma margem de apenas um voto.
O caso mais recente ocorreu em 2024, envolvendo a vereadora Mara Bocaberta, acusada de três condutas irregulares durante a campanha eleitoral para o cargo de deputada federal. Na ocasião, nenhuma das denúncias obteve o número mínimo de votos necessários para a cassação, resultando no arquivamento definitivo do processo.