O início de semana sob as baixas temperaturas do inverno intensificou a busca por atendimento médico em Londrina, resultando em superlotação e longas filas de espera nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e nos Prontos-Atendimentos do município. O aumento expressivo nos casos de síndromes respiratórias gerou um pico de demanda nesta segunda-feira (06), sobrecarregando a rede pública de saúde.
No Pronto-Atendimento do Jardim Leonor, a principal queixa dos pacientes refere-se à divergência entre as informações fornecidas pelo sistema e o tempo real de espera. Relatos indicam que, enquanto o painel eletrônico exibia uma previsão de 2 horas e 45 minutos para acolhimento de casos não urgentes, o tempo real de permanência na fila ultrapassava 4 horas. Entre os usuários que aguardavam atendimento, estavam gestantes, idosos e mães com crianças de colo.
Demora na UPA Centro e falta de pediatras
O cenário de lentidão se repetiu na UPA Centro. No local, pacientes relataram atrasos excessivos inclusive na liberação de exames laboratoriais e na reavaliação médica. Um dos usuários assistidos pela unidade afirmou ter esperado quase 8 horas para obter o resultado de dois exames de sangue e conseguir o retorno com o médico plantonista.
A escassez de médicos especialistas também agravou o tempo de espera no PA do Jardim Leonor. Mães que optaram por não se deslocar até o Pronto Atendimento Infantil central denunciaram que a unidade contava com apenas um pediatra no plantão. Uma das mães, que acompanhava o filho com crise de asma, relatou estar aguardando desde as 14h20 sem que a criança recebesse o atendimento devido. "O médico atende um paciente e chega a ficar 40 minutos sem chamar a próxima criança", protestou.
As autoridades de saúde reforçam que as segundas-feiras historicamente concentram maior volume de procura devido ao represamento de casos do fim de semana, mas o avanço das doenças sazonais de inverno tem agravado o tempo de resposta nas recepções das UPAs e PAs de toda a cidade.