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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo que simulava saques do FGTS

08 jul 2026 às 20:15

Uma operação da Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso especializado em aplicar golpes financeiros na região. Batizada de Operação Fundo Falso, a ação cumpriu seis mandados de prisão nos municípios de Londrina, Assaí e Uraí. Até o momento, as autoridades já identificaram formalmente 17 vítimas, mas o número total de pessoas lesadas pode passar de 60.


De acordo com as investigações, os suspeitos abordavam as vítimas com a promessa de intermediar a antecipação de valores do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). No entanto, os criminosos utilizavam os documentos dos cidadãos para contratar empréstimos consignados de alto valor, sem o consentimento real dos envolvidos.


Para ludibriar as vítimas, o grupo alegava que os financiamentos passariam por uma "migração" interna para o fundo de garantia e que as parcelas seriam canceladas. Na prática, a maior parte do dinheiro obtido nos bancos era transferida diretamente para as contas dos integrantes da quadrilha, enquanto as vítimas passavam a sofrer descontos mensais e consecutivos diretamente em seus salários. Os prejuízos individuais ultrapassam os R$ 10 mil e chegam a mais de R$ 15 mil em alguns casos.


Uma das vítimas, que preferiu preservar sua identidade por segurança, relatou que a proposta partiu de uma pessoa de sua confiança. "A pessoa que me ofereceu era a secretária da academia onde eu treino. Ela perguntou se eu sacava o FGTS e, como já tinha feito antes, achei que seria o mesmo processo. Quando veio a nota, percebi que seria descontado do meu salário. Já foram quatro parcelas descontadas", desabafou.


Base do esquema

Os seis suspeitos presos nesta etapa da operação já foram ouvidos pelas autoridades. A Polícia Civil esclareceu que as pessoas detidas atuavam na captação de clientes e na execução imediata da fraude, funcionando como um braço operacional da estrutura.


"A gente acredita que essa seja apenas uma base do esquema. Os verdadeiros beneficiários e coordenadores da associação criminosa provavelmente não são da cidade de Londrina", informou a equipe de investigação.


A polícia agora trabalha para localizar novas vítimas e identificar o núcleo central e os líderes da organização que financiava a fraude. Quem já arca com o prejuízo financeiro cobra celeridade e punição aos envolvidos. "A minha expectativa é que a justiça seja feita e que eles paguem por isso. Foram muitos pais de família lesados. Trabalhamos duro para ganhar o dinheiro e ver pessoas de má-fé agirem desse jeito é revoltante", concluiu outra vítima do golpe.

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