No quadro Saúde em Ação, a psicóloga Tatiane Paleari Rodolfo esclareceu dúvidas sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e alertou para os riscos do autodiagnóstico, cada vez mais comum nas redes sociais. Segundo a especialista, o transtorno é do neurodesenvolvimento, começa na infância e só pode ser confirmado após uma avaliação detalhada, considerando o histórico e os prejuízos causados à vida da pessoa.
Durante a entrevista, Tatiane explicou que sintomas como desatenção, impulsividade e hiperatividade, quando observados de forma isolada, não são suficientes para caracterizar o TDAH. Para o diagnóstico, é necessário que esses sinais ocorram com frequência, em diferentes ambientes, como casa e escola, e provoquem impactos significativos no aprendizado, na convivência social ou na rotina.
A psicóloga também destacou que muitos adultos descobrem o transtorno apenas mais tarde, mas isso não significa que ele tenha surgido na fase adulta. De acordo com ela, os sinais já estavam presentes desde a infância e, em alguns casos, foram mascarados ao longo da vida. A confirmação depende de uma avaliação neuropsicológica, realizada por profissionais habilitados, com entrevistas, testes e análise do histórico do paciente, além do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.
Tatiane reforçou ainda que conteúdos nas redes sociais podem contribuir para interpretações equivocadas sobre o transtorno. Por isso, orienta que pessoas com suspeita de TDAH procurem psicólogos, psiquiatras ou neurologistas para uma avaliação adequada. Segundo ela, após o diagnóstico, o tratamento pode incluir medicação, psicoterapia e estratégias de reabilitação para desenvolver habilidades como atenção e concentração.