Agro

Após quatro meses de alta, preço do algodão perde força no mercado brasileiro

01 jul 2026 às 10:21

Depois de quatro meses consecutivos de valorização, a cotação do algodão apresentou enfraquecimento no mercado interno brasileiro durante o mês de junho.


Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a pressão exercida pelos compradores e a queda das cotações internacionais do algodão contribuíram para um movimento de maior flexibilidade por parte dos vendedores nas negociações.


Segundo os pesquisadores, as indústrias seguem cautelosas na aquisição de nova matéria-prima diante das dificuldades enfrentadas nas vendas de produtos manufaturados e da limitação para repassar custos ao longo da cadeia produtiva.


Além disso, parte da demanda da indústria continua sendo suprida por estoques já existentes e por contratos firmados anteriormente, reduzindo a necessidade de novas compras no curto prazo.


Compras acontecem de forma pontual


De acordo com o Cepea, as negociações envolvendo algodão em pluma têm ocorrido de maneira pontual, sem movimentos mais intensos por parte do setor comprador.


A estratégia das indústrias é preservar caixa e evitar formação excessiva de estoques em um momento de menor dinamismo no consumo.


Qualidade dos lotes também influencia mercado


Pelo lado da oferta, pesquisadores destacam que as dificuldades relacionadas à aprovação da qualidade dos lotes disponibilizados continuam limitando o avanço das negociações.


Ao mesmo tempo, parte dos vendedores passou a flexibilizar suas exigências para facilitar novos fechamentos e estimular a movimentação do mercado do algodão.


O comportamento da demanda da indústria e das cotações internacionais deverá continuar sendo determinante para a definição dos preços nas próximas semanas.

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