Agro

Plano Safra: Governo busca juros mais baixos para agricultores

03 jun 2026 às 16:24

O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou nesta terça-feira (2), em São Paulo, que está trabalhando nos preparativos do anúncio do Plano Safra 2026/2027, previsto para o dia 1º de julho. Segundo ele, o governo federal trabalha para que o novo ciclo do programa apresente um volume de recursos ampliado, com garantia de acesso aos financiamentos com condições mais acessíveis. 


A prioridade da gestão é assegurar taxas de juros que sejam compatíveis com a realidade financeira do setor agropecuário. "Queremos construir um Plano Safra robusto, mas também assegurar que a taxa de juros caiba no bolso do produtor rural", afirmou o ministro. 


O Plano Safra 2025/2026 totalizou R$ 516 bilhões, mas os juros foram os mais altos dos últimos anos. Investimento recorde no agronegócio André de Paula ressaltou que os três primeiros Planos Safra do atual governo já somam um montante expressivo de R$ 1,547 trilhão. Esse valor representa mais que o dobro dos R$ 713 bilhões que foram disponibilizados durante os quatro anos da gestão anterior.


O objetivo estratégico é manter a trajetória de crescimento do suporte financeiro ao setor, que é pilar da economia brasileira. O ministro reforçou que a ampliação do crédito rural deve vir acompanhada da facilitação do acesso aos recursos. O Plano Safra O Plano Safra é o principal instrumento de política pública para o agronegócio no Brasil. 


Ele consiste em um conjunto de medidas e recursos destinados a financiar a produção, custear insumos e permitir investimentos em tecnologia e infraestrutura nas propriedades. O programa atende desde a agricultura familiar até os grandes produtores, oferecendo linhas de crédito específicas. A cada ano, o governo define o montante total e as taxas de juros que serão aplicadas para as diferentes categorias de beneficiários.


Foco em sustentabilidade e tecnologia Além do volume financeiro, o Plano Safra tem sido utilizado para incentivar práticas sustentáveis no campo. Isso inclui linhas de crédito com condições diferenciadas para produtores que adotam sistemas que reduzem a emissão de carbono ou que investem na recuperação de pastagens degradadas. O anúncio oficial no dia 1º de julho trará o detalhamento de como esses recursos serão distribuídos entre as diversas cadeias produtivas do país, incluindo agricultura e pecuária. O setor aguarda as definições para planejar o próximo ciclo produtivo nacional.

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