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Projeto recupera Mata Atlântica e eleva renda de produtores de cacau

Iniciativa no sul da Bahia prevê restaurar 12 mil hectares, enquanto Mato Grosso regulariza pecuaristas e movimenta R$ 1 bilhão na economia verde
04 mai 2026 às 17:06
Por: Band
Seagri/SP

Ministério da Agricultura, em parceria técnica com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), oficializa um projeto de conservação focado no sul da Bahia para recuperar a Mata Atlântica por meio do sistema cabruca, onde o cacau é cultivado sob a sombra de árvores nativas. A iniciativa estabelece metas ambientais e sociais ambiciosas, incluindo a restauração de 12 mil hectares de plantações e a redução da emissão de quase 4 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.


No campo social, o projeto estima que aproximadamente 3.000 produtores de cacau sejam beneficiados com um aumento de até 30% em sua renda anual.


Além do suporte técnico da FAO, a ação visa aprimorar a gestão de áreas protegidas na região, consolidando um modelo que une preservação ambiental e viabilidade econômica para a agricultura familiar e comercial.


Pecuária sustentável em Mato Grosso apresenta resultados


Enquanto o Nordeste foca na cacauicultura, o estado de Mato Grosso registra avanços significativos na regularização ambiental da pecuária. Desde o ano de 2022, o setor no estado conseguiu recuperar uma área verde equivalente a 5.800 campos de futebol.


Esse movimento é impulsionado por esforços de adequação às normas vigentes, permitindo que produtores anteriormente impedidos de operar retornem aos canais formais de comercialização.

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Mais de 150 pecuaristas mato-grossenses já obtiveram a regularização de suas propriedades. De acordo com os dados apresentados, essa transição para a legalidade ambiental tem um impacto econômico direto na região.


A iniciativa, coordenada pelo Instituto Mato-grossense da Carne, projeta movimentar cerca de 1 bilhão de reais dentro da cadeia produtiva formal, integrando a sustentabilidade ao crescimento do agronegócio no Centro-Oeste.


As ações nas duas regiões reforçam a tendência de recuperação de áreas degradadas e o cumprimento de metas climáticas no Brasil, estabelecendo um cronograma de monitoramento constante pelas autoridades federais e órgãos internacionais envolvidos.

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