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Casal de pastores suspeito de abusar de adolescentes é indiciado

Investigação da Polícia Civil aponta que casal de pastores teria usado argumentos religiosos para manipular adolescentes
16 jul 2026 às 15:31
Por: UOL
Imagem: Google Street View/Reprodução de vídeo

Um casal de pastores foi indiciado por suspeita de abusar sexualmente de seis adolescentes e usar argumentos religiosos para manipular as vítimas em Boa Vista.


Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza foram indiciados ontem. A igreja em que eles eram pastores funcionava no bairro de Cinturão Verde.


Seis vítimas, com idades de 12 a 17 anos, foram identificadas no inquérito. Segundo a investigação, os suspeitos diziam que os atos sexuais faziam parte de um propósito espiritual e ofereciam transferências e jantares para manter o silêncio delas


Os processos correm em sigilo de Justiça e o UOL não conseguiu acesso às defesas dos suspeitos até o momento. A reportagem buscou o Tribunal de Justiça de Roraima para saber se os nomes dos advogados da dupla constam no sistema judicial. O espaço será atualizado se houver posicionamento.


A igreja onde os crimes teriam acontecido desativou as redes sociais e também não retornou aos pedidos de posicionamento da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

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Wenderson é investigado por estupro de vulnerável e outros seis crimes. Ele também deve responder por importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica.


Já Arielly foi indiciada por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Além deles, uma jovem de 20 anos que não teve a identidade divulgada foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores por ajudar a destruir um celular a pedido do pastor.


A investigação começou em abril, após a denúncia de uma adolescente de 14 anos. Outras cinco vítimas relataram abusos posteriormente, e a hipótese da polícia é de que haja outras vítimas.


Investigação aponta que Arielly se aproximava das vítimas, enquanto Wenderson usava a posição de líder religioso e interpretações bíblicas para convencê-las. A polícia classificou os estupros como "fruto de uma cadeia sistemática de manipulação, abuso de autoridade religiosa, chantagem e coerção psicológica"


Wenderson também teria tentado eliminar provas guardadas em um celular. Segundo a polícia, ele pediu a uma jovem de 20 anos que destruísse o aparelho com ajuda de uma adolescente e de uma vítima, além de orientar o falso registro do desaparecimento do telefone. Essa mulher também foi indiciada.

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