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Facções usam 'jacarés do crime' para intimidar rivais

Criminosos atacam empresas de internet e TV por assinatura em Paracambi; polícia localiza jacarés usados por facção para tortura
18 jun 2026 às 08:57
Por: Band
Foto: Reprodução/ Band

Durante uma operação da Polícia Civil em combate ao crime organizado no Morro de São Carlos, os agentes encontraram dois jacarés mantidos em cativeiro. De acordo com os relatórios da investigação policial, os animais selvagens serviam como instrumentos de tortura e intimidação contra inimigos e moradores que contrariam as regras da organização.


Os répteis eram alimentados com restos mortais de vítimas executadas pelo tribunal do crime. O objetivo da facção ao manter os jacarés na comunidade é amedrontar qualquer pessoa que se oponha ao domínio territorial do grupo. O Corpo de Bombeiros realiza o resgate dos dois animais, que passam por avaliação biológica e retornam à natureza.


A imposição de regras de mercado por traficantes e milicianos desafia as forças policiais. A Polícia Civil e a Polícia Militar continuam com operações na Baixada Fluminense e em favelas da capital para tentar desarticular as fontes de renda das facções e prender os chefes dos grupos envolvidos nos ataques.


Ataques a menos de 100 metros de delegacia


Facções criminosas utilizam táticas de terror para consolidar o domínio territorial e financeiro no Rio de Janeiro. Em Paracambi, na Baixada Fluminense, prestadores de serviços básicos enfrentam uma rotina de extorsões e ataques sistemáticos. Conforme investigações das autoridades fluminenses, os grupos cobram taxas ilegais e atacam quem se recusa a pagar os valores estipulados.


Câmeras de segurança registram o momento em que homens pulam muros e incendeiam veículos de serviço de uma empresa legalizada de internet e TV por assinatura. A ação criminosa representa o quinto ataque do gênero na região em poucos meses. O caso chama a atenção pela ousadia, já que o ato de vandalismo ocorre a menos de 100 metros de uma delegacia de polícia.


Segundo as apurações, traficantes impõem um controle asfixiante sobre o comércio local e a distribuição de serviços. Em diversas comunidades da Baixada Fluminense, os comerciantes sofrem coerção para comprar produtos essenciais, como botijões de gás, cestas básicas e materiais de construção, exclusivamente de fornecedores autorizados pelo crime organizado. Os itens são revendidos por preços muito acima do mercado.

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