Sem ter para onde ir, uma mãe e os quatro filhos passaram a morar em uma casa improvisada no Jardim Shekinah 2, na Zona Norte de Londrina. Agora, Gisele Barbosa busca ajuda para conseguir sair do local e garantir uma moradia segura para a família.
Segundo a moradora, ela foi despejada da casa onde vivia com os filhos e, sem alternativa, ocupou um terreno que estaria abandonado há mais de dois anos. Com auxílio de vizinhos e doações, construiu um pequeno barraco para abrigar a família.
“Moro eu e minhas crianças. Uma delas tem 7 anos, toma remédio controlado e faz atendimento no CAPS. Como eu não tinha para onde ir, praticamente eu iria para a rua, então fiz esse barraquinho”, contou Gisele.
Depois que a família já estava no local, um homem apareceu afirmando ser o proprietário do terreno. Na sequência, funcionários da COHAB e da Guarda Municipal foram até o endereço. A retirada não foi realizada naquele momento por causa da presença das crianças.
De acordo com Gisele, após as notificações, a COHAB entrou em um acordo e disponibilizou um lote para que ela pudesse construir uma nova casa. Porém, a moradora afirma que não possui recursos para comprar os materiais necessários.
Atualmente, a família vive no barraco improvisado. Dos quatro filhos, três são menores de idade. A moradora procurou a TV Tarobá para pedir doações de materiais de construção e tentar mudar a realidade da família.
Gisele afirma que recebeu uma nova notificação com prazo de cinco dias para deixar o terreno e teme que o barraco seja retirado antes que consiga remover os poucos pertences que possui.
A moradora pede doações de materiais de construção, como fios, itens que estejam sobrando de obras e outros recursos que possam ajudar na construção da nova moradia.
Quem puder colaborar pode entrar em contato pelo telefone (43) 99628-1971. As doações também podem ser feitas diretamente para Gisele. A chave PIX informada é o CPF da moradora: 043.666.539-58
NOTA OFICIAL PREFEITURA DE LONDRINA
A senhora Gisele foi previamente orientada pela COHAB a não ocupar o lote, pois o imóvel já possuía destinação definida e escritura registrada em nome da legítima beneficiária, uma mãe de família que aguardou regularmente todo o processo de regularização fundiária realizado pela Companhia.
Apesar de ter sido informada dessa situação, ela desconsiderou as orientações e ocupou a área, realizando uma construção irregular no imóvel. Posteriormente, foi novamente atendida pela COHAB, recebeu oportunidade para desocupação voluntária e foi formalmente notificada, com prazo de cinco dias para deixar o local.
Ainda de acordo com a Cohab, a senhora Gisele já foi beneficiada por programa habitacional em 2010, com a destinação de um apartamento no Conjunto Vista Bela, o qual posteriormente foi alienado por sua própria iniciativa.
Buscando uma solução administrativa, foi-lhe ofertado outro lote desocupado, sem destinação prévia a terceiros, em local diverso. Contudo, a proposta foi recusada, tendo a ocupante insistido na permanência e ocupação do lote em questão.